Presidente da AEB prevê 2021 excelente para comércio exterior no País e torce para fracasso no acordo China/EUA

Paulo Amaral
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José Augusto de Castro, presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está otimista com relação ao crescimento do comércio exterior no Brasil dentro de pouco tempo.

Segundo o executivo, uma série de ações que teve início em 2018 e 2019 irá atingir o ponto de maturação dentro de dois anos, reduzindo os custos e tornando os produtos brasileiros mais competitivos.

Em sua visão, as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, as privatizações e concessões de infraestrutura, o acordo de facilitação de comércio e o portal único de comércio exterior serão fundamentais para assegurar a forte redução nos custos.

“Tudo isso fará com que o número de exportadores aumente e o valor das exportações também. O Brasil voltará a ser um participante do mercado internacional efetivo e não apenas simbólico, como é hoje. A nossa participação é de 1,2% do mercado mundial, e nós já fomos 2,5%, 3%. Então é uma volta ao passado”, explicou, durante a abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2019, no Rio de Janeiro.

José Augusto de Castro ainda defendeu a abertura do leque para fora dos países com que o Brasil negocia na América do Sul. “Precisamos pensar em mercados como Europa, Estados Unidos e China. Em 2021, a redução de custos vai viabilizar a exportação de produtos manufaturados do Brasil. Para as commodities, significa maior rentabilidade. Para os manufaturados, significa mais competitividade”.

Torcendo contra o acordo China-EUA

O executivo surpreendeu ao afirmar que está torcendo contra a assinatura do acordo comercial entre China e Estados Unidos, e explicou que todos os brasileiros deveriam fazer o mesmo.

Segundo José Augusto de Castro, os Estados Unidos “estão querendo colocar uma camisa de força na China, e isso é ruim para nós”. Em sua visão, os atuais moldes do acordo “atingiriam o Brasil em cheio”.

“O Brasil ficaria em segundo plano, pois venderia para a China aquilo que os Estados Unidos não venderem, e isso acontecendo tiraria mercado e espaço do Brasil. O acordo não pode sair nesse molde”, concluiu.