Prédio da Petrobrás (PETR3 PETR4) continua ocupado por grevistas petroleiros

Paula Soares Amador
Colaboradora EQI
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Crédito: Divulgação/Twitter

Petroleiros em greve continuam ocupando o prédio da Petrobras (PETR3 PETR4) no Centro do Rio de Janeiro, desde o último dia 31.

São cinco grevistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reivindicam o cancelamento das demissões na Fábrica de Fertlizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), em Araucária (PR).

A previsão para o início dos desligamentos é o dia 14 de fevereiro. Os grevistas afirmam que só deixarão o local quando a Petrobras concordar em realizar negociações.

Processo de negociação

Trabalhadores também acusam a Petrobras de descumprir Acordo Coletivo de trabalho. Os petroleiros exigem que seja aberto imediatamente um processo de negociação com a empresa. Caso as demissões ocorram, mais de mil famílias serão afetadas.

De acordo com o site da Época Negócios, a FUP confirmou que 6.700 trabalhadores pararam no primeiro dia da greve em dez estados brasileiros. O abastecimento de combustíveis não será interrompido, garantem os trabalhadores e a emptresa.

Prédio da Petrobras sem luz

No último sábado passado (1º), durante a ocupação, o prédio da Petrobras ficou sem luz e os petroleiros deduziram que seria uma estratégia para obrigá-los a sair do local.

A Federação Única dos Petroleiros recorreu à Justiça. A Petrobras, por decisão judicial, teve de religar a energia.

A empresa disse que o corte de luz não foi proposital, e que todo final de semana a luz é desligada. A Petrobras, depois de receber a ordem, efetuou a religação por causa da presença dos grevistas no prédio.

Sem retaliação

A Petrobras emitiu nota afirmando que “esta ocupação contraria as normas da empresa”, mas “não há qualquer retaliação ao grupo”.

A companhia concluiu que “tomou as providências necessárias para garantir a continuidade da produção de petróleo e gás, o processamento em suas refinarias, bem como o abastecimento do mercado de derivados e as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações”