Preços do petróleo tombam de novo em Nova York

Omar Salles
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Os preços do petróleo tombaram de novo em Nova York na tarde de hoje, devolvendo todos os ganhos do pregão de ontem.

O barril do petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) com entrega para abril caiu 12,66%, fechando a US$ 22,63. O barril do Brent recuou menos, 5,23% para US$ 26,98.

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Na sessão de ontem, o WTI avançou 23% e o Brent 15%. Com o avanço de ontem, os mercados compensaram, pelo menos em pequena parte, as fortes quedas de preços da matéria-prima em 2020, que estão na casa dos 60%.

Segundo fontes entrevistadas pela CNBC News e pelo site Investing, o preço do petróleo recuou por dois motivos: os mercados esperavam uma ação mais rápida do presidente americano Donald Trump, que ameaçou intervir economicamente se Arábia e Rússia não suspendessem a guerra de preços do petróleo.

Mas o próprio Trump destacou ontem que essa intervenção ocorreria “no momento oportuno”.

O segundo motivo foi a queda das ações das petrolíferas americanas no Dow Jones e no S&P-500.

A ação da Exxon Mobil despencava 5%, embora os papéis da Chevron ainda mantivessem uma alta de 3,55% no mesmo horário (17h20).

No S&P-500, as ações da Marathon Oil caíam 6,80%, enquanto as ações da Occidental perdiam 5,63%; Devon Energy tombava 7,18%.

China

Além da disputa de preços entre Arábia e Rússia, existe a queda na demanda da China, Coreia do Sul e Japão, todos países consumidores de petróleo e atingidos pela pandemia do coronavírus.

As vendas no varejo chinês despencaram 22% e a produção industrial caiu 10% em fevereiro, segundo estatísticas do próprio governo chinês.

A demanda pode cair ainda mais à medida que a produção industrial é atingida na Itália, França, Espanha e Alemanha, todos países importadores de petróleo e também atingidos pelo coronavírus.

Federal Reserve

O Federal Reserve de Nova York passará a recomprar títulos dos bancos e dos mercados em operações de US$ 1 trilhão por dia a partir da segunda-feira para injetar liquidez.

Esta operação deverá durar até 30 de abril e foi anunciada mais cedo pelo Federal Reserve nacional americano, que firmou um pacto com outros seis bancos centrais – Japão, Coreia do Sul, Canadá, Inglaterra, Zona do Euro e Suíça – para abastecer os mercados com liquidez até o final de abril.

É mais uma tentativa de pelo menos mitigar a crise que se aproxima.

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