Preços da gasolina e do diesel cairão 3%, avisa Petrobras (PETR3 PETR4)

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Twitter

A Petrobras (PETR3 PETR4) anunciou nesta quinta-feira (30) mais uma redução nos preços da gasolina e do diesel.

De acordo com a empresa, por conta da queda do preço do petróleo no mercado internacional, os preços serão reajustados para baixo em 3%, enquanto o diesel marítimo cairá 3,1% nas refinarias.

A redução média será de R$ 0,0552 no litro da gasolina e de R$ 0,0655 no litro do óleo diesel.

Sérgio Araújo, presidente da associação, afirmou que “a redução já era esperada devido à queda das cotações no mercado internacional”.

Coronavírus

O executivo avaliou que a preocupação com a propagação do coronavírus teve efeito direto na decisão da Petrobras em anunciar uma nova redução nos custos, a terceira de 2020.

“O coronavírus afetou a demanda mundial de petróleo e de seus derivados e provocou um aumento nos estoques que provocou a redução das cotações dos derivados, incluindo a gasolina e o óleo diesel”, pontuou.

Thadeu Silva, chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, previu que a preocupação com o vírus, que atingiu principalmente a China, segunda maior consumidora de petróleo do mundo, causará novas quedas em breve.

“O reajuste da Petrobras está em consonância com esse movimento de queda e, como o mercado ainda continua caindo, a gente já com paridade com o mercado internacional, pode ver novas quedas pela frente no preço”.

Preço nos postos

A redução direta ao consumidor, ou seja, do preço cobrado nas bombas dos postos de gasolina, não é de controle da Petrobras, mas é esperada uma queda nos preços atuais diante de uma nova baixa do valor cobrado nas refinarias.

De acordo com a Petrobras, o repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.