Preços ao produtor caem 1,5% na zona do euro em março

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

Os preços ao produtor industrial na zona do euro caíram 1,5% em março. Na União Europeia, a queda foi de 1,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pela Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia.

A queda na inflação coincide com as medidas de contenção à proliferação da Covid-19 e são resultado das medidas de isolamento social, com fechamento de fábricas e do comércio.

Em fevereiro, os preços haviam caído 0,7% tanto na zona do euro quanto na União Europeia.

Na comparação com março do ano passado, os preços caíram 2,8% na zona do euro e 2,5%
na União Europeia.

O principal setor com preços em queda foi o de energia, que caiu 5,5% de fevereiro para março.
Entre os países, os que registraram maiores quedas na inflação ao produtor foram Grécia (-5,3%), Lituânia (-5,1%) e Espanha (-3%).

zona do euro

PMI de serviços do Reino Unido: tombo de 21,1 pontos

Outro dado relevante divulgado nesta terça-feira no continente europeu foi o índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) do setor de serviços do Reino Unido em abril, divulgado pela IHS Markit.

O setor de serviços registrou no mês sua maior queda desde o início da pesquisa, em julho de 1996. O índice foi de 34,5 em março para 13,4 em abril. Um tombo de 21,1 pontos.

A queda também é consequência da crise do coronavírus, e decorre dos fechamentos de negócios, paralisações e recuo das vendas de produtos não-essenciais.

Para Tim Moore, diretor de economia da IHS Markit, os dados indicam uma desaceleração da economia do Reino Unido no segundo trimestre “muito mais profunda e difundida do que qualquer situação já vista pela memória viva”.

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