Inflação nos EUA: assim como CPI, preços ao produtor também vêm acima da projeção e sobem 1%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Preços ao Produtor, IPP, dos EUA, subiu 1% em junho e 7,3% na comparação anual. A projeção do mercado era por avanço de 0,6% e 6,8%, respectivamente.

O núcleo do IPP também subiu 1%, quando a expectativa era por 0,5%.

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Quase 60% do avanço do índice em junho pode ser atribuído ao aumento de 0,8% dos preços dos serviços. Os bens de consumo subiram 1,2%. A informação é do Bureau of Labor Statistics, do Departamento de Trabalho americano.

A alta do IPP de hoje e do Índice de Preços ao Consumido (CPI) de ontem (13) conflitam com o discurso do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, de que a inflação é transitória. Ainda assim, Jerome Powell, presidente do Fed, deve afirmar, em discurso esta tarde na Câmara dos Representantes, que a economia segue demandando estímulos, especialmente no que diz respeito ao mercado de trabalho.

Para a equipe do BTG Pactual (BPAC11), a alta dos preços ao consumidor refletem uma tendência mundial, estimulada pela alta das commodities e pelas disfunções nas cadeias produtivas e o aumento do preço dos fretes.

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IPP

Reprodução/BLS

Preços ao consumidor também ligam alerta

Anunciado ontem, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) dos EUA, também contrariou as expectativas e acelerou 0,9% em junho. O mercado projetava recuo de 0,6% para 0,5%.

Na comparação anual, o avanço é de 5,4% – também acima da projeção de 4,9%. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também subiu 0,9% (o consenso era 0,4%).