Preço médio da gasolina cai 5,96% na primeira quinzena de abril

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

Levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, mostra que o preço médio da gasolina comum no Brasil caiu em média 5,96%, na primeira quinzena de abril em comparação com mês de março.

A queda é ainda mais forte se a comparação for feita com a primeira quinzena de março: 7,07%.

Segundo o relatório, “a expressiva redução no preço do combustível é resultado de sucessivas diminuições do valor nas refinarias da Petrobras”.

Especifica o relatório: “Desde janeiro, o valor do combustível já caiu 48% – e também reflete a queda no consumo registrada após o começo da pandemia do coronavírus. Nos primeiros 15 dias de abril, o preço médio do produto no país foi de R$ 4,324”.

O que você verá neste artigo:

Queda do preço

O preço médio da gasolina vem caindo desde fevereiro. O primeiro caso do novo coronavírus no país foi identificado no final de fevereiro, no último dia de Carnaval.

O preço médio no mês foi de R$ 4,683, contra os R$ 4,762 de janeiro.

O valor continuou caindo em março, chegando à média de R$ 4,598, até despencar para R$ 4,324 registrados na primeira quinzena de abril.

Por estado

Na primeira quinzena de março, a gasolina mais cara do país era no Rio de Janeiro, a R$ 5,087. Hoje, o preço médio encontrado no estado é de R$ 4,741. Em um mês, despencou 6,80%.

No Acre, o segundo preço médio mais caro do país, na primeira quinzena de março, com R$ 5,033, caiu hoje para R$ 4,801. Em um mês, portanto, houve uma queda de 4,61%.

Apenas no Amapá, estado com o menor preço médio na primeira quinzena de março, custando R$ 4,080, o valor da gasolina subiu. Um mês depois, nos primeiros quinze dias de abril, foi pra R$ 4,163, alta de 2,03%.

As maiores quedas se deram no Distrito Federal, que passou de R$ 4,558 para R$ 3,977, redução de 12,75%; e no Espírito Santo, que passou de R$ 4,677 para R$ 4,207, queda de 10,05%.

Além do Distrito Federal, só Santa Catarina rompeu a barreira abaixo dos R$ 4. O estado do Sul passou de R$ 4,342, na primeira quinzena de março, para R$ 3,957, me média, na primeira quinzena de abril.

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Capitais

“Entre as capitais, Curitiba (R$ 3,694) e João Pessoa (R$ 3,967) foram as que apresentam preços menores. Já Belém (R$ 4,799) e Rio de Janeiro (R$ 4,741) têm os valores mais altos”, aponta o relatório.

Já as capitais que registraram maior queda no valor do combustível, de acordo com a ValeCard, na primeira quinzena de abril em comparação com o mês de março foram Curitiba (-11,56%), Brasília (10,38%), Cuiabá (-10,20%) e Vitória (-9,22%).

O levantamento

A ValeCard obteve os dados por meio do registro das transações realizadas na primeira quinzena de abril com o seu cartão de abastecimento, em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados.

As medidas de contenção social para o combate ao coronavírus atingiram em cheio o rendimento dos postos de combustíveis, que amargam – desde o início da crise até hoje – quedas de até 35% nas vendas de gasolina e etanol.

A estimativa foi feita pelo CEO da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, em entrevista concedida à agência Reuters.

Na tentativa de superar a atual crise, a BR Distribuidora, assinala Grisolia, tem assumido uma postura de incentivar negociações com fornecedores (gasolina, etanol e biodiesel).

“Adotamos o principio da flexibilidade, achamos que a crise vai passar, mas não temos o ‘timing’ de quando isso acontecerá”, admitiu.

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