Quando o preço da carne cai? Ministra da Agricultura dá sua explicação

Denisson Antunes
Editor e Redator de notícias. Especializado em Comunicação para Web, atua há 11 anos na área em colaboração com algumas das principais agências de notícias e publicidade do país.Escreve sobre tenologia, investimentos, mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias Eu Quero Investir.

Crédito: Créditos: Alex Silva / AE - Reprodução

Ao conceder uma entrevista para o Estadão, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o preço da carne não retornará ao nível que estava anteriormente. Além disso, a dona da pasta não comentou sobre as possibilidades para os próximos meses.

De acordo com a ministra, um dos principais responsáveis pela elevação no valor da carne dentro do território nacional foi a alta significativa das exportações da carne brasileira para o mercado chinês.

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Além disso, Tereza Cristina também aponta a falta de reajustes que perdurou pelos últimos três anos como outro fator que contribuiu para o aumento do preço da carne.

No meio de tudo isso, é interessante ressaltar que as declarações da ministra da Agricultura não condizem ou, ao menos, foram mais conservadoras em relação com o que foi dito pelo próprio presidente que saiu em defesa do livre mercado e disse que nenhuma medida para controlar os preços da carne seria tomada, mas que (essa é a parte importante), em breve, o preço do produto voltará ao normal.

Situação do mercado chinês

A China tem buscado uma série de alternativas para lidar com a falta de proteína animal no país. Os problemas surgiram por lá pouco depois da peste suína africana ter afetado o mercado de carnes asiático.

Apesar de que isso possa significar um excelente benefício para a carne bovina nacional, o brasileiro, propriamente dito, não vai fazer parte dessa festa, aspecto que tende a piorar de acordo com algumas estimativas.

Por meio de nota, o Ministério da Agricultura disse estar acompanhando atentamente o desenrolar dessa situação e que tem certeza de o mercado nacional conseguirá encontrar algum tipo de equilíbrio.

A nota também diz que: “Não é papel do ministério intervir nas relações de mercado. Os preços são regidos pela oferta e procura. Neste momento, o mercado está sinalizando que os preços da carne bovina, que estavam deprimidos, mudaram de patamar”.

Impactos no orçamento de fim de ano

Além de tudo isso, o governo federal também negou que esteja faltando, para o mercado nacional, a oferta do produto. Não obstante, diversas redes de supermercado têm apontado (inclusive com cartazes e banners dentro de suas instalações) que o aumento da oferta da carne para o mercado externo está mesmo prejudicando a oferta nacional, ao limitar a quantidade de carne disponível.

Sobre isso, a ministra da Agricultura disse que: “Não é verdade [que haja falta de carne]. Primeiro, o Brasil tem 215 milhões de cabeças de gado. Então, não é um rebanho para acabar amanhã. Segundo, realmente o mercado chinês mexeu com as exportações, e não só da carne brasileira, mas da carne argentina, paraguaia, uruguaia. Todos esses mercados sentiram. O mundo está sentindo o impacto. É muito grande a necessidade da China”.

Quando o preço da carne vai cair?

Bom, o que se pode afirmar com toda a certeza é de que até o fim do ano o preço da carne vai continuar a aumentar. Mas as expectativas do mercado sugerem que nos primeiros meses de 2020 eles comecem a baixar, uma vez que, para esse período, também há a previsão de mais animais destinados ao abate.

No decorrer do mês de janeiro, é normal que o consumo de carne comece a cair. Lembrando que também esse é o período de cuidar das contas das festas de fim de ano e de começar a lidar com os primeiros impostos.

Entre o fim de janeiro e fevereiro, a oferta de carne bovina começará a aumentar e, até o fim do primeiro trimestre, o preço da carne deverá se encontrar em um cenário bem diverso do que o visto atualmente.

Por fim, quem optar pela carne de porco e frango para lidar com o aumento do preço da carne bovina também precisa ter cuidado. Normalmente, se a essa última sobe, as outras também têm seus preços “puxados”.