Preço do botijão dispara e Procon fiscaliza; Câmara apresenta projeto que fixa preço

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O isolamento domiciliar em levou as famílias brasileiras à anteciparem as compras de botijão de gás. Este movimento gerou escassez pontual e elevou o preço do produto. Em algumas regiões botijão de 13 kg saltou de R$ 65,00 para R$ 100,00, alta de 53,8%.

Para solucionar a escassez pontual, o Ministério de Minas e Energia informou que no domingo (29) a Petrobras, fornecedora de praticamente 100% do GLP consumido no Brasil, realizou importação adicional do gás.

O Procon-SP orienta que os botijões de gás sejam vendidos entre R$ 68 e R$ 70.

O Sindicato de Fornecedores de Gás de São Paulo afirma que não houve qualquer alteração nos custos que pudesse justificar a aumento dos preços cobrados.

Medidas

O Procon-SP e o Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) irão trabalhar em conjunto para evitar que o botijão de gás seja vendido por preço abusivo.

João Doria, governador de São Paulo, disse nesta quarta-feira (1), que “o preço do botijão de gás, no limite, é de R$ 70. Não é nem R$ 71, nem R$ 72, nem R$ 80. Em uma situação como a que estamos vivendo, R$ 10 fazem muita falta. O Procon São Paulo está autorizado a agir, de acordo com a lei, para proteger o interesse público, especialmente da população de baixa renda”.

Os revendedores que forem flagrados praticando preços abusivos serão multados e levados às delegacias para que respondam por crime contra a economia popular.

Projeto

Na Câmara dos Deputados, tramita uma proposta que fixa em R$ 49 o preço do botijão de gás de 13 kg , durante a situação de calamidade pública decretada por causa do coronavírus.

O Projeto de Lei 1250/20 é de autoria da deputada Aline Gurgel (Republicanos-AP). As informações são da Câmara de Notícias.

A deputada afirma que o texto visa evitar a prática de preços abusivos do botijão, assegurando à população o direito à alimentação durante a pandemia.

“Neste momento, há a necessidade de nos adequarmos às novas situações. Para tanto, estipulamos um valor único, de forma a favorecer os excluídos, de baixa renda ou em situação de extrema pobreza”, ressaltou Aline Gurgel.