Powell revela Fed mais tolerante à inflação e anima os mercados

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell, falou na manhã desta quinta-feira (27) em evento virtual do Simpósio Econômico de Jackson Hole, aberto ao público pela primeira vez.

O discurso era amplamente aguardado pelo mercado e não decepcionou. Ele afirmou que o Fed manterá a meta de inflação em 2%, mas com brechas para algum aumento, se necessário. “Não hesitaremos em conter a alta excessiva da inflação, se ela ocorrer”, ponderou.

Após sua fala, as bolsas de valores de Nova York, que operava em baixa, viraram para terreno positivo. Às 12h35, S&P registra ganhos de 0,43%; Nasdaq, 0,29%; e Dow Jones, 0,75%.

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A reação do mercado se explica porque, com os juros básicos baixos, os investimentos em renda variável se tornam mais atrativos, ao passo que a renda fixa implica em baixa rentabilidade.

Preocupação do Fed é com recuperação do emprego

Powell explicou que a maior preocupação do Fed, hoje, é com a recuperação do emprego nos EUA. E em nome dele será tolerada uma inflação mais alta do que os 2% da meta.

“Após períodos de inflação abaixo de 2%, que é o caso há algum tempo, a política monetária apropriada buscará atingir a inflação moderadamente acima de 2%”, afirmou, complementando que não ficará “amarrado a nenhuma fórmula”.

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Nas últimas décadas, o Fed vinha adotando a estratégia de elevar as taxas de juros preventivamente para impedir o aumento da inflação. Pela sinalização dada hoje, os juros devem ficar baixos por um bom tempo.