Poupança tem recorde e saldo supera R$ 1 trilhão pela 1ª vez

Paulo Amaral
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Crédito: Pixabay

A baixa da Selic, que afeta negativamente o rendimento da Caderneta de Poupança, não “assustou” quem investe na modalidade.

De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (6), setembro terminou com captação líquida recorde para o mês.

Segundo o BC, os depósitos superaram os saques em R$ 13,228 bilhões no período, estabelecendo o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica da autarquia, em 1995.

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Para chegar a esse número, os depósitos superaram os saques em R$ 9,974 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na Poupança rural houve entrada de R$ 3,254 bilhões.

O Banco Central informou ainda que este foi o sétimo mês consecutivo em que a Poupança registrou mais depósitos do que saques.

Poupança chega a R$ 1 tri de saldo

O resultado do mês de setembro fez com que o saldo total em contas de Caderneta de Poupança superasse pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão.

Segundo o Banco Central, o chamado “estoque” fechou o período com exatos R$ 1,001 trilhão.

Além dos depósitos, contribuíram para o aumento deste estoque os rendimentos do mês, que foram de R$ 1,643 bilhão de acordo com o Banco Central.

Poupança

Acumulado do ano também é recorde

O relatório do Banco Central mostrou que, durante os nove primeiros meses de 2020 – de janeiro a setembro – um novo recorde foi estabelecido.

Segundo o BC, o total de recursos que ingressou na Poupança em todo o País durante esse período somou R$ 137,211 bilhões.

Apenas para termos de comparação, no mesmo período de 2019, houve retiradas em um total de R$ 6,063 bilhões.

Pandemia mudou cenário

A pandemia de coronavírus acabou beneficiando diretamente os números positivos alcançados da Poupança em 2020.

A aplicação começou o ano em baixa, com os brasileiros retirando R$ 15,93 bilhões a mais do que depositando em suas contas entre os meses de janeiro e fevereiro.

A chegada da Covid-19 em março, no entanto, mudou o cenário e os depósitos passaram a superar os saques.

Apesar da recuperação gradual da bolsa de valores nos últimos meses, o início da pandemia “afugentou” os investidores mais tradicionais, que voltaram a procurar a Poupança, meio mais conservador de aplicar dinheiro.

De acordo com o Banco Central, nos últimos 12 meses a aplicação rendeu 2,67%. No mesmo período, o IPCA-15, que serve como prévia da inflação oficial, bateu 2,65%.

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