Poupança tem captação líquida superior a R$ 7 bilhões em outubro

Paulo Amaral
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Crédito: EnvatoElements/By Rawpixe

A captação líquida da poupança, quando os depósitos superam os saques, fechou positiva pelo oitavo mês consecutivo, segundo o Banco Central.

De acordo com relatório detalhado publicado no site do BC, o mês de outubro fechou com um saldo de R$ 7.017.469,00. O resultado foi obtido por meio de R$ 279.576.987,00 em depósitos e R$ 272.559.518,00 em retiradas no período.

A autarquia informou ainda que o resultado foi o melhor registrado em um mês de outubro desde que a série histórica do Banco Central teve início, em 1995.

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Em outubro do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 247,25 milhões a mais do que tinham depositado.

A última vez em que a poupança fechou um mês no negativo foi em fevereiro, antes da pandemia de coronavírus começar a assolar o planeta.

Interesse pela poupança

Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta. As oscilações do Tesouro Direto em outubro também ajudaram a atrair investidores para a segurança da caderneta, mesmo o rendimento sendo menor.

Poupança outubro

 

Poupança mantém saldo acima de R$ 1 trilhão

Depois de ultrapassar a casa de R$ 1 trilhão em recursos pela primeira vez em setembro, a Caderneta de Poupança manteve o saldo total com a expressiva marca em outubro.

De acordo com os dados do Banco Central, os recursos totais pularam de R$ 1.001.652.345,00 em setembro para R$ 1.010.289.027,00 no fechamento do último mês.

Poupança

Para chegar a esse número, a conta inclui, além de depósitos e saques, os rendimentos creditados na conta dos correntistas. No mês de outubro, os rendimentos totais somaram R$ 1,619 bilhão.

A captação líquida total da aplicação favorita dos brasileiros em 2020 também tem saldo positivo: R$ 144 bilhões até o momento.

Nos 10 meses do ano, foram depositados quase R$ 2,5 trilhões em recursos, enquanto as retiradas ficaram na casa dos R$ 2,35 trilhões.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com as recentes reduções na taxa Selic e o repique nos preços de diversos alimentos, o investimento está rendendo menos que a inflação.

Nos 12 meses terminados em outubro, a aplicação rendeu 2,46%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) atingiu 3,92%.

O IPCA de outubro foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,02% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo dos últimos meses, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Captações

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões.

A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

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*Com Agência Brasil

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