Poupança: Conheça as principais razões para você fugir dela

O ano de 2018 já começa com grandes mudanças na forma como o brasileiro destina seus recursos. Para termos um parâmetro, o ano de 2017 registrou uma diferença de 17,12 bilhões entre depósitos e saques, ou seja, entrou mais do que saiu.

Mateus Mantovani
Mateus Mantovani é assessor de investimentos do EuQueroInvestir A.A.I. assessores de investimentos, credenciado na CVM pela Ancord. Um estudioso em gestão financeira e investimentos com o objetivo de ajudar as pessoas a investirem melhor.E-mail: mateus.mantovani@euqueroinvestir.com WhatsApp: (47) 99285-2808
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Já neste ano, temos uma retirada de quase 2 bilhões superior à entrada, isso muito pela forte queda da Selic. Nossa tão conhecida caderneta de poupança tem uma regra: sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano que é o caso, a poupança passa a pagar 70% da Selic + a Taxa Referencial, calculada pelo Banco Central. Hoje com a Selic a 6,5% ao ano temos uma poupança pagando 4,55% ao ano.

Para o brasileiro que investia em grandes bancos e estava acostumado a juros altos, isso gerou um enorme desconforto e fez com que olhassem mais para seus investimentos, vamos aos números:

[tie_list type=”starlist”]

  • Poupança: 70% da taxa de juros (é regra);
  • LCI/LCA: 85% da taxa de juros (pode variar, é uma média nos grandes bancos);
  • CDB90% da taxa de juros (pode variar, é uma média nos grandes bancos);
  • Fundos de Renda Fixa: 95% da taxa de juros (pode variar, é uma média nos grandes bancos); 
  • Tesouro Selic (LFT): 100% da taxa de juros (é regra);

[/tie_list]

Para ficar claro como isso impacta na sua vida financeira e o motivo de ter visto suas aplicações passarem a render tão menos ao longo dos últimos 2 anos vamos recorrer novamente aos cálculos:

O investidor que estava com seus recursos em grandes bancos comerciais com rentabilidades entre 80% e 90% da taxa de juros tinham:

0,90% X 14% (taxa de juros em 2016) = 12,60% ao ano = 0,99% ao mês

Já agora, a situação é bem diferente:

[tie_list type=”starlist”]

  • Poupança = 0,70 X 6,50% = 4,55% ao ano = 0,37% ao mês
  • LCI/LCA: 0,85 X 6,50% = 5,52% ao ano = 0,45% ao mês
  • CDB: 0,90 X 6,50% = 5,85% ao ano = 0,47% ao mês
  • Fundos de Renda Fixa: 0,95 X 6,50% = 6,18 ao ano = 0,50% ao mês
  • Tesouro Selic (LFT): 1 X 6,50% = 6,50% ao ano = 0,53% ao mês

[/tie_list]

Essa é a rentabilidade que os principais investimentos de renda fixa passaram a render com a taxa de juros a 6,50% ao ano. Importante mencionar também que o COPOM (Comitê de Política Monetária) sinalizou que haverá mais um corte em maio, ou seja, podemos passar a ter uma taxa de juros a partir de maio de 6,25% ao ano, o que reduz ainda mais a rentabilidade desses investimentos.

Esse foi o motivo para a indústria de fundos multimercados e de ações registrarem um grande crescimento como pode ver em matéria produzida pela Infomoney.

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[box type=”info” align=”” class=”” width=””]De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), a captação líquida da indústria no primeiro trimestre de 2018 foi de R$ 49,9 bilhões, sendo 42,1% de fundos multimercados e de ações e somente 5,8% em fundos de renda fixa.[/box]

Favorecidos pela alta da bolsa, os fundos de ações se destacaram no primeiro trimestre. O cenário macroeconômico nacional ajuda nisso. Inflação sob controle e juros em patamares historicamente mais baixos.

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A imagem abaixo de alguns fundos multimercados e de ações ilustra bem esse momento:

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Enquanto uma carteira de bons fundos entregou nos últimos 12 meses 34,04% a poupança entregou 6,08%. Veja bem, não estou dizendo para retirar todo seu recurso da poupança e colocar em fundos de ações, mas sim que existem diversos investimentos entre um e outro, no qual pode destinar parte dos seus recursos para potencializar seus ganhos no longo prazo.

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Se fizer uma distribuição adequada, mantendo seu perfil de investidor e extraindo com inteligência as boas oportunidades do mercado, consegue facilmente uma carteira que te renda em média 130% da taxa de juros, montando uma estrutura diversificada onde tenha bons investimentos de renda fixa (CDBs, CRIs e fundos de crédito privado) sem que necessariamente precise ir para investimentos mais arrojados como os citados acima.

Carteira de Investimentos para perfil moderado (bons fundos de crédito privado, CRIs e CDBs): 

[tie_list type=”checklist”]

  • 130% da taxa de juros (pode variar, depende do seu perfil)
  • 1,30 X 6,50% = 8,45% ao ano = 0,68% ao mês

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Veja a diferença para um capital de 100 mil reais ao longo de 10 anos tendo seus recursos aplicados na poupança ou na carteira de 130% da taxa de juros citada acima:

[tie_list type=”plus”]

  • Poupança: R$ 156.041,59 
  • Carteira 130% taxa de juros: R$ 205.158,85

[/tie_list]

Uma diferença de quase 50 mil reais simplesmente por investir em ativos onde extraia realmente o potencial em seus investimentos. Quando digo extrair o potencial, quero dizer por exemplo, que muitas vezes o investidor fica com seus recursos 100% em liquidez sem que precise e o simples fato de abrir mão de uma parcela dos seus recursos por um prazo de 2 anos por exemplo, já consegue auferir um grande ganho em rentabilidade.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Espero ter lhe ajudado a refletir se está tirando o máximo proveito do seu capital e que isso com certeza fará diferença para o futuro seu e de sua família.

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Caso tenha ficado alguma dúvida ou queira entender como pode extrair mais dos seus recursos preencha o formulário abaixo que entraremos em contato. Podemos lhe ajudar a montar sua carteira de investimentos para que invista de uma maneira mais inteligente.

[formulario-contato autor=”mateus.mantovani”]

Quando e onde investir

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada que um teste feito em qualquer ferramenta na internet, exige uma análise mais criteriosa e dedicada para cada pessoa.

os perfis de investidores

Para ter uma visão precisa do perfil é preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Esta é a função do Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior que um teste de perfil na internet. É a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

O primeiro passo é fazer uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um Assessor de Investimentos. É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

Confirme seus dados no formulário abaixo e nossa equipe vai entrar em contato com você para fazer a avaliação de seu perfil e avaliar o alinhamento com seus atuais investimentos.