Possibilidade de desaceleração global leva bolsas à forte correção

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Shutterstock

Ibovespa chegou a cair na mínima 2,98%, marcando 100.943 pontos. Índice brasileiro acompanhou bolsas norte-americanas, mas com agravante doméstico.

Mercado Europeu

Mercado europeu cai com conjuntura ruim para a economia: Desaceleração econômica, nova guerra de tarifas, Brexit e tombo de commodities.

A aversão ao risco com a desaceleração da indústria norte-americana, foi reforçada hoje com o dado da geração de postos de trabalho no setor privado mais fraco que o mês anterior. A possibilidade de desaceleração do consumo, leva a queda dos preços das commodities, que por sua vez, contribuem para derrubar os papéis relacionados à elas. Índices como o de Londres, tem fortes impactos nessas movimentações do mercado, e hoje teve a pior queda intradiária desde janeiro de 2016.

Divulgado nesta manhã, os estoques de petróleo Cru dos EUA subiram o triplo do esperado na semana passada, tornando-se outro fator para derrubar os preços dos barris, além das quedas pela possível diminuição da demanda.

No cenário interno do Reino Unido, Boris Johnson apresentou sua nova proposta para um Brexit negociado com a União Europeia, reforçando que o Brexit sai dia 31, com ou sem acordo, mas os investidores tem muitas incertezas sobre a aceitação da proposta. Antes do anúncio, ocorreu um evento raro, com a libra e a bolsa de Londres caindo, o que geralmente ocorre de forma inversa.

No fim da manhã, a OMC anunciou que os EUA podem retaliar a UE com tarifas sobre US$ 7,5 bilhões em produtos, como compensação pelos subsídios dados à Airbus. Haverá também nos próximos meses, o julgamento da UE contra os EUA, com o mesmo objetivo. O temor nesse caso, se refere à possibilidade de iniciar-se uma nova frente de guerra comercial.

Alemanha | DAX [-2,76%]

Londres | FTSE 100 [-3,23%]

França | CAC 40 [-3,12%]

Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-2,98%]

Itália | FTSE MIB [-2,87%]

EUR/USD [+0,24%] | € 1,0956

Bolsas Norte-americanas

As bolsas dos EUA renovaram mínimas seguidas durante o dia, incentivadas principalmente pelos dados fracos de geração de empregos na área privada, que fortalecem os receios de uma desaceleração econômica já indicada ontem. Além desse dado, também foi divulgado os pedidos de hipotecas nos EUA, com variação de 8,1% na semana.

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Pela manhã, Barkin do FED, disse que a fraqueza na atividade manufatureira é produto da guerra comercial. E ele mantém viés balanceado para o juro. Reafirmando as narrativas do quanto a guerra comercial prejudica a maior economia mundial.

No final da tarde, foi anunciado que os EUA já estuda os produtos que irá incluir nas sanções contra a UE. Queijo e vinho podem estar entre os alvos das sanções. AS informações foram dadas pelo Secretário de Estado americano Mike Pompeo.

Dow Jones 30 [-1,86%] | 26.078 pontos

S&P 500 [-1,74%] | 2.889 pontos

Nasdaq [-1,56%] | 7.785 pontos

VIX [+10,40%]

Commodities

Igualmente impactado pelas tensões com a desaceleração econômica global, o petróleo teve a queda reforçada após os dados do estoque do petróleo cru dos EUA, que demonstraram um crescimento 3 vezes maior que as estimativas.

Com crescimento dos estoques e possível diminuição da demanda, os preços não conseguem se sustentar e mantém a queda.

A referência norte-americana, o WTI para novembro, fechou em queda de 1,82%, a US$ 52,64. No mesmo sentido seguiu a referência britânica, o Brent para novembro encerrou em baixa de 2,03%, a US$ 57,69.

O ouro, considerado como divisa segura em dias de aversão ao risco iguais hoje, fechou em alta de 1,26%, a US$ 1.507,90 a onça-troy.

A bolsa brasileira

No Brasil, além do cenário externo desafiador, o contexto doméstico contribui para acelerar as baixas.

No campo político, o Senado aprovou o texto base da reforma da previdência, mas a tensão gerada com a votação dos destaques que poderiam desidratar a reforma, levaram cautela aos investidores. Por fim, todas foram rejeitadas, excetuando-se a modificação de ontem que custou 76,4 bilhões da economia pretendida.

E no STF, as atenções se voltam para a decisão dos juízes em alterar a ordem das alegações finais, podendo prejudicar a operação lava jato.

O Ibovespa encerrou com 101.031 pontos, em baixa de 2,90%, após mínima de 100,943 e máxima de 104.049 pontos. O volume financeiro foi forte, somando R$ 17,1 bilhões.

A queda do Ibovespa hoje foi a maior desde 14 de agosto.

O dólar fechou em baixa de 0,71%, cotado a R$ 4,137. Na mínima, a moeda atingiu R$ 4.136 e na máxima R$ 4.191.

Mesmo com a aversão ao risco, a moeda norte-americana opera em queda frente a pares e emergentes, em um cenário não usual. Uma possível justificativa para o movimento, é que além da queda das ações, a desvalorização dos yields não param, pesando na decisão do investidor de comprar dólar.

  • As ações que lideram as altas dentro do índice Bovespa:
    Ultrapar (UGPA3) R$ 19,32| [0,31%]
    Marfrig (MRFG3) R$ 11,66| [0,09%]
  • As ações que lideram as baixas dentro do índice Bovespa:
    Vale (VALE3) R$ 45,10 | [-5,47%]
    Bradespar (BRAP4) R$ 29,60 | [-4,91%]
    Fleury (FLRY3) R$ 24,86 | [-4,75%]
    Eletrobras (ELET3) R$ 37,55 | [-4,45%]
    Cielo (CIEL3) R$ 7,51 | [-4,45%]

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