Queda nas taxas de juros faz disparar portabilidade de crédito imobiliário

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores
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Foram precisos três cortes seguidos na taxa básica de juros no Brasil para fazer a portabilidade de crédito disparar. De janeiro a novembro de 2019, a migração de dívidas imobiliárias alcançou a marca de R$1,46 bilhão.

A portabilidade de crédito é quando alguém faz a transferência de uma dívida que tinha com uma instituição para outra. Assim, o cliente que faz a portabilidade busca melhores condições de pagamento em outra empresa.

Muitos clientes fazem isso em busca de redução das taxas de juros, diminuição do preço ou do número de parcelas. Outro fator que tem contribuído para o aumento da transferência de crédito é a maior disputa entre as instituições financeiras.

De acordo com dados do Banco Central, a portabilidade de dívida imobiliária teve um aumento de 175% em relação ao ano de 2018.

Em novembro do ano passado, foram pedidos 540 migrações de empréstimo imobiliário, modalidade que vem registrando aumento maior devido à recente queda dos juros.

Além disso, o total de pedidos de portabilidade feitos só em novembro de 2019 foi de 486.959, o maior valor dos últimos três anos. Esse número é quase quatro vezes superior aos 130.769 feitos no mês de novembro 2016.

Como funciona a portabilidade de crédito

A transferência de dívida de uma instituição para outra foi criada para gerar uma maior competitividade entre os bancos. Ou seja, facilitar a quitação de empréstimos e financiamento, além de estimular a redução das taxas de juros.

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Além disso, é possível fazer a portabilidade de cadastro, de contas-correntes, de contas-salários e de algumas linhas de crédito. Além disso, a partir de abril, será possível fazer a transferência de dívidas do cheque especial.

Mas a essa transferência de crédito pode ser mais vantajosa contratos de empréstimos ou financiamentos a longo prazo, como é o caso do empréstimo imobiliário.

Portabilidade de crédito imobiliário

A transferência de crédito imobiliário se acelerou no segundo semestre do ano passado e, de acordo com especialistas, deve continuar crescendo ao longo deste ano. Caso novos cortes da Taxa Selic aconteçam, mais contratos devem migrar entre instituições financeiras.

Em novembro do ano passado, a taxa média em financiamentos estava em 7,2% ao ano. Para se ter uma comparação, em novembro de 2014, a taxa média de juros chegava a 9,4% – diferença que pode chegar a 2,2% ao ano.

Assim, as instituições financeiras buscam atrair contratos antigos de financiamento e entregar taxas de juros menores. Mas, antes de fazer a migração é importante observar alguns pontos.

Antes de migrar a dívida, é importante avaliar qual é o Custo Efetivo Total (CET) oferecido por cada instituição, pois o CET abrange o valor do seguro, tarifas e Imposto sobre Operação Financeira (IOF), e não só a taxa nominal de juros.

Mesmo que os custos da transferência de crédito não sejam pagos pelos clientes, mas sim pelas instituições financeiras, quem procura pela portabilidade precisa ficar atento a outras cobranças.

Por exemplo, há alguns custos atreladas à transferência como:  realização do cadastro no novo banco ou o registro de transferência da dívida em cartório.


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