Porque o dólar voltou a subir? Saiba aqui!

Ronaldo Araújo
Colaborador do Torcedores
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A moeda norte-americana vem apresentando uma escalada em seu valor frente ao real desde que alcançou o patamar de R$ 4,91 no final de junho. Desde então, a moeda já se valorizou 10%. É pouco tempo para uma escalada tão forte. O que justifica tamanha valorização?

Este artigo aborda os principais pontos a respeito desse tema. Lendo o texto, você entenderá como o cenário político interno influencia na relação entre real e dólar. Saberá também quais são as condutas econômicas dos Estados Unidos que interferem nessa equação. Por fim, verá o que é esperado para o futuro próximo.

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Aproveite o artigo e tenha uma boa leitura!

Como o dólar vinha se comportando?

O ambiente internacional vinha colocando a moeda brasileira entre os destaques quando o assunto era pares de moedas. Mesmo em meio a crise causada pela pandemia, o par real-dólar era um dos que melhor performava em todo o mundo.

Grande parte desse sucesso se deu por ocasião da alta nos preços das commodities. Como o Brasil é um grande exportador de várias delas, houve uma massiva entrada de dólares no país.

Isso contribuiu fortemente para o bom desempenho do real. Somado a isso, tínhamos também a expectativa da continuidade das reformas estruturantes, algo que favoreceria bastante o ambiente de negócios brasileiro.

No entanto, desde fevereiro de 2021 o cenário mudou. Em grande parte puxado pela crise institucional vivida no país nesse momento. A partir daí o desempenho da moeda brasileira já não foi mais o mesmo.

Quais foram os motivos que causaram a elevação recente do dólar?

Acompanhe a análise acerca de cada um dos principais motivos relacionados à alta da cotação da moeda americana.

Brasília

O ambiente atual em Brasília tem forte peso na cotação do dólar atualmente. Desde o começo do ano, vemos uma crise institucional que se agrava a cada dia.

De um lado, temos declarações polêmicas por parte do Presidente, algo típico de sua personalidade e já conhecida entre seus eleitores. Cada vez mais as críticas são direcionadas a pessoas específicas e os ministros do STF são o alvo principal.

Do outro lado, como uma espécie de contrapartida às declarações, vê-se decisões do Tribunal maior do país sendo contestadas por diversos juristas conhecidos. Prisões têm ocorrido a quem apoia o Governo ou faz críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal.

Independente de opiniões a respeito sobre esses fatos, a realidade é que isso não ajuda em nada o ambiente de negócios. O investidor internacional precisa enxergar segurança jurídica para aportar recursos e não parece ser esse o momento vivido.

Tudo isso cria um ambiente de forte tensão e colabora enormemente para a alta da moeda norte-americana frente ao real.

Reformas

Apesar de ser um outro aspecto ligado à capital brasileira, as reformas merecem um tópico à parte. A expectativa do mercado para que as transformações do Estado continuassem ajudou o real a se valorizar.

No entanto, o ano de 2021 iniciou-se e a pauta não teve andamento. A troca de comando do poder legislativo anunciava que o assunto seria retomado, mas isso não aconteceu na velocidade que era esperado.

Reformas como a administrativa trariam um alívio aos cofres públicos, visto que a máquina brasileira é muito inchada e custosa.

A parte dos tributos era outra que já era bastante aguardada, pois as leis que regem o pagamento de impostos no Brasil são muito confusas e difíceis de serem entendidas por investidores internacionais.

Todo esse atraso acaba sendo um forte motivador para a alta do dólar, pois o mercado precisa da transformação do estado brasileiro para poder investir e trazer mais dólares ao país.

Com a frustração em relação a esse ponto, a moeda americana acabou se valorizando bastante.

Estados Unidos

É claro que nem só do ambiente interno o dólar sofre pressão. A política econômica levada à cabo nos Estados Unidos tem um forte peso no movimento de alta recente da moeda.

A expectativa de elevação da taxa de juros já existia. No entanto, o anúncio da retirada de estímulos econômicos por parte do FED causou mais impacto ainda. Esse evento é conhecido como “tapering”.

Os incentivos eram dados na forma de compra de bonds que aconteciam mensalmente. Atualmente, a compra mensal dos títulos se dá em um total de U$ 120 bilhões.

A retirada não deve acontecer de forma abrupta, e sim gradual. Mesmo assim o acontecimento representa um forte impacto, pois o volume de dinheiro posto em circulação é muito grande e não há como o mercado sentir os efeitos de tamanha monta.

Com a redução dos incentivos, haverá menos liquidez no mercado brasileiro por conta de uma menor entrada de dólares no país.

Qual é a expectativa atual em relação à moeda norte-americana?

A pressão do par real-dólar já existe e o mercado já a precificou. É por essa razão que a cotação tem subido recentemente.

No entanto, os eventos que se avizinham agora no segundo semestre tem uma relevância muito grande.

Um deles é o início do tapering norte-americano marcado para o mês de novembro. Nessa data, a previsão é que a redução seja de U$ 120 bilhões para U$ 80 bilhões. Um corte de nada menos que 33% nos incentivos.

Aliado a isso, tem-se a expectativa de elevação dos juros por parte de FED. Mas isso somente deve ocorrer quando todo o recurso cedido em incentivo por meio da compra de bonds for encerrado.

A despeito da crise em Brasília, pode haver muito efeito no mercado ainda. O que dirá se o impacto é positivo ou negativo será a forma como a crise é conduzida.

Sem contar que existe o período de eleições presidenciais no horizonte. Assim, 2022 pode ser um ano bastante turbulento na economia brasileira e, consequentemente, no par de moedas real-dólar.

Por fim, tem-se ainda a nova variante delta recém identificada pelo setor de saúde. A crise da pandemia ainda não foi resolvida, por mais que a vacinação tenha avançado. Essa componente tem um forte peso para a cotação do dólar, pois impacta no andamento dos negócios locais no país.

Buscar proteção para as aplicações financeiras nesse momento pode ser uma boa alternativa. O primeiro passo nesse sentido é conhecer melhor o leque de produtos financeiros disponíveis para aplicação.

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