Por salário mínimo e novas despesas, BNDES deve reforçar caixa da União

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Divulgação

O caixa da União deve receber um reforço do BNDES entre R$ 14 e R$ 15 bilhões advindos de receitas de dividendos do banco estatal. Esse valor será recorde, se concretizado. Em regra aprovada pelo conselho da administração, ficou determinado o repasse de 60% do lucro.

De acordo com informações levantadas pelo jornal O Estado de São Paulo, os dividendos podem superar os R$ 15 bilhões, porém, isso depende das vendas de ações que o BNDES detém, entre elas, Petrobrás e a JBS. Há uma expectativa de que o banco alcance um lucro de R$ 20 bilhões.

Esse reforço do caixa da União é importante para acomodar novas despesas, entre elas, os R$ 6 de aumento do salário mínimo a partir de fevereiro.

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Os dividendos do BNDES salvaram o governo federal em 2019 na ocasião em que o Orçamento estava bloqueado e a Esplanada dos Ministérios operava numa situação que beirava a paralisia.

Além dos dividendos do BNDES, o banco também pretende acelerar o pagamento da dívida que tem com o Tesouro. Carlos Thadeu de Freitas, integrante do conselho de administração do BNDES, revelou que o banco pode antecipar R$ 60 bilhões a mais do que os R$ 25 bilhões previstos para 2019.

Com informação do jornal O Estado de São Paulo.