Por que investir no exterior? Confira bons motivos para diversificar o patrimônio em ativos internacionais

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Pixabay

Inflação e dólar em alta, véspera de eleições, risco fiscal e expectativa de alta dos juros nos EUA são motivos que têm aumentado a importância de se investir no exterior.

De acordo com projeções do BTG Pactual em relação ao câmbio, o real deverá ficar ainda mais depreciado em 2022. Alguns dos motivos são a incerteza fiscal e o cenário externo, que deverá se mostrar ainda mais adverso.

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Ainda segundo o BTG, os próximos meses deverão ser desafiadores em relação ao cenário cambial. Isso porque a projeção é de redução do fluxo financeiro para os mercados emergentes.

Com o tapering nos EUA (que pode ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2022), haverá uma redução na liquidez global. Consequentemente, isso afetará negativamente as moedas dos países emergentes, o que, logicamente, também inclui o Brasil.

Além disso, o mercado monitora a sinalização do Fed em relação ao momento de elevação dos juros. Caso isso aconteça, será mais um agravante em relação ao fluxo financeiro de economias em desenvolvimento. Por isso, a atual projeção do BTG para a taxa de câmbio é de R$ 5,30 para o final de 2021 e R$ 5,40 para o fim do próximo ano.

Importância de investir no exterior

Sobre a importância de investir no exterior, conversamos com Alexandre Viotto, head de Câmbio e Comércio Exterior daEQI Investimentos e colunista do Euqueroinvestir.com. A seguir, veja o que o gestor aconselha sobre o assunto.

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Investir no exterior é uma necessidade

Segundo Alexandre Viotto, o mercado brasileiro representa somente 2% do mercado financeiro mundial. Dessa forma, o investidor que opta por ficar só no Brasil, está perdendo um universo de boas oportunidades.

“Diferentemente do que muitos pensam, investir lá fora não é algo exótico. Ao contrário, é uma necessidade, uma questão até de lógica. Todos os investidores deveriam ter dinheiro lá fora, de alguma maneira”, diz o gestor. Isso porque o simples fato de morarmos aqui já nos torna vulneráveis ao risco país. Por isso, é importante que se busque novas formas de rentabilizar os investimentos.

Estados Unidos: mercado robusto e cheio de oportunidades

Para Alexandre, quando se fala em investir no exterior, os EUA sempre são uma boa alternativa. Segundo o gestor, o mercado norte-americano é mais robusto, oferece mais oportunidades e consistentemente entrega resultados aos investidores.

“Quando você compara a taxa de juros básica americana com o crescimento da bolsa, percebe que a treasury perde. Isso significa que o investidor estrangeiro que busca a bolsa americana vai ter uma rentabilidade melhor do que a renda fixa local. Sem falar na variação cambial, pois se considerarmos dólar contra real, o ganho se torna exponencial”, conclui.

Por isso, para Alexandre, não tem por que deixar de acreditar que, nos próximos 5 ou 10 anos, esse cenário não vá se perpetuar. Tanto que a alta de juros no Brasil já era esperada.

“Nesse sentido, tivemos uma janela pequena de oportunidades melhores na renda variável quando a Selic caiu muito e o CDI acompanhou. Porém, creio que a tendência é que o CDI volte a ganhar do Ibovespa. A não ser que a gente tenha um novo governo super voltado ao mercado, com práticas reformistas agressivas no sentido de reduzir o tamanho do Estado. Isso deixaria os investidores mais à vontade para aportar dinheiro no Brasil, ou o próprio investidor de renda fixa migrar para a renda variável. No entanto, acho isso pouco provável, principalmente pelo cenário pré-eleitoral do ano que vem.”

E qual o momento para investir em ativos internacionais?

Para Alexandre, o dólar está onde deveria estar, nem caro e nem barato. “Falo isso porque às vezes o investidor diz que vai esperar a moeda cair para investir no exterior, e isso é um erro nesse momento”. Isso porque, como vimos, a tendência é de que o dólar se valorize nos próximos tempos.

“Desde 1989, quando tivemos a redemocratização do Brasil e voltamos a ter eleições gerais para presidente, somente em 2010 o dólar não se valorizou. Todos os outros anos que tivemos eleições, ocorreu alta do dólar. Dessa forma, a opinião da EQI é de fortalecimento do dólar frente ao real em 2022”, conclui o gestor.

Opções de investimentos

A seguir, conheça dois fundos multimercado daEQI Investimentos, lançados no final de 2020.

EQI Macro FIC FIM

O fundo EQI Macro FIC FIM visa obter ganhos de capital por meio de operações nos mercados de câmbio, juros, ações e commodities. Para isso, utiliza-se de instrumentos disponíveis nos mercados à vista e de derivativos.

As estratégias do fundo são baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazo.

Características do fundo
  • Início do fundo: 30/12/2020
  • Público-alvo: investidores em geral.
  • Custos: taxa de administração de 1,42% + taxa de performance de 25% sobre o CDI.
  • Valores: aplicação inicial de R$ 500, movimentação mínima de R$ 100 e saldo mínimo de permanência de R$ 100
  • Patrimônio líquido em 30/09/2021: R$ 72,1 bilhões

EQI Long Bias FIC FIM

O objetivo do fundo é obter ganhos de capital primordialmente no mercado de ações. No entanto, sua estratégia também envolve os mercados de juros, câmbio e commodities.

Para isso, utiliza-se de instrumentos disponíveis tanto nos mercados à vista quanto nos mercados de derivativos. Além disso, poderá se utilizar de mecanismos de hedge, arbitragem e alavancagem. A exposição a esses mecanismos dependerá também da liquidez e volatilidade dos mercados.

Características do fundo
  • Início do fundo: 28/12/2020
  • Público-alvo: investidores em geral.
  • Custos: taxa de administração de 1,92% + taxa de performance de 20% sobre o IPCA + Yield do IMA-B
  • Valores: aplicação inicial de R$ 500, movimentação mínima de R$ 100 e saldo mínimo de permanência de R$ 500
  • Patrimônio líquido em 30/09/2021: R$ 69,6 bilhões

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