A popularidade de Mandetta é maior do que de Bolsonaro

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O presidente Jair Bolosonaro demonstrou seu descontentamento com o ministro da saúde, Luiz Herique Mandetta, e fez uma ameça pública de demissão. No entanto, a popularidade do ministro só aumenta e a de Bolsonaro desce ladeira abaixo.

Ontem (3), o apoio da população ao ministrou aumentou ainda mais depois dele responder em entrevista que não pedirá demissão “porque médico não abandona seu paciente”. Mandetta possui apoio na mídia e na última quinta-feira recebeu apoio apoio da mulher do ministro Sergio Moro, Rosângela Moro.

O presidente afirmou ter um decreto pronto para forçar a reabertura das empresas, impondo sua prerrogativas sobre as medidas adotadas por governadores e prefeitos. Mas depois voltou a trás e disse que precisa consultar o Supremo antes.

Bolsonaro disse que planeja pedir um domingo (5) de jejum e orações para o enfrentamento da pandemia. A fala presidencial consiste em uma aproximação de Bolsanaro aos evangélicos, que reclamam da proibição estadual de missas e cultos. Atualmente, os evangélicos são os que mais aprovam o presidente.

Na próxima segunda-feira (6), o governo deve anunciar o calendário de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600,00, com a promessa de pagamentos serem realizados antes da Páscoa. Na terça-feira (7), a Caixa libera o aplicativo para cadastro de trabalhadores informais para auferir o benefício.

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Na Câmara dos Deputados foi aprovado regime de urgência para votar o Plano Mansueto, que permite a renegociação da dívida de estados com a União. Alguns estados já pararam de realizar pagamentos ao governo federal por causa dos gastos com o coronavírus.

Este mês será de demissões em larga escala no comércio, na busca por dinheiro da renda básica e do crescimentos expressivo no número de casos e óbitos por coronavírus.

A doença acelerou na última semana, atingindo quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem alcançou os 8.000 infectados. Além disso, a falta de kits para testes e a inexistência de uma portaria específica do Ministério da Saúde para determinar quais casos devem ser considerados confirmados ou suspeitos fazem que muitos infectados não entrem nas estatísticas.