PNAD: desemprego avança 12,3% e país tem 12,4 milhões sem ocupação

Marcello Sigwalt
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Crédito: Vanessa Nicolav/Brasil de Fato

Na semana entre 21 de 27 de junho, o país contava com 12,4 milhões de desempregados.

Esse número equivale a uma taxa de desocupação de 13,1%, segundo indicou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE.

É um avanço de 12,3% em relação à semana anterior, quando havia 11,7 milhões de desempregados, e um aumento de 10,5%, comparado à primeira semana de maio.

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Na última semana de junho, a pesquisa estimou uma população ocupada de 82,5 milhões – 48,5% do total.

Na semana anterior, esse contingente era de 84 milhões.

Já no período de 3 a 9 de maio, a população ocupada marcava 83,9 milhões de pessoas.

 

Trabalho remoto

Outro dado relevante: 12,4% dos ocupados trabalhavam de forma remota.

Nesse quesito, o resultado permaneceu estável, na comparação com a semana anterior, quando o contingente ativos ficou em 8,7 milhões ou 12,5% do total.

Mercado de trabalho encolhe

Trajetórias díspares simultâneas.

Foi o que observou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, ao perceber que, junto com a queda da população afastada, houve aumento de desocupação, com a taxa chegando a 13,1%.

“Uma parte das pessoas afastadas começa, agora, a ser desligada. Isso está acontecendo com alguns daqueles que retornaram ao trabalho nessa última semana”, explica a coordenadora.

Primeira vez

Maria Lúcia admite que “essa é a primeira vez que ocorre aumento da população desocupada com queda da população ocupada”.

Segundo ela, “antes, a população ocupada ficava estável. Se houvesse variação na população desocupada, a população ocupada ficava estável. Agora, não. A população ocupada cai e a desocupada mostra tendência de crescimento”.

Tendência recessiva

Na avaliação da coordenadora, esses resultados reforçam a tendência recessiva do momento, haja vista as 522,7 mil empresas fechadas na primeira quinzena de junho, como atesta a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, divulgados nessa quinta-feira (16) pelo IBGE.

Em contrapartida, a taxa de informalidade, que chegou a 34,5%, o que representa estabilidade em relação à semana anterior, que foi 33,9%, além de ser um recuo, se comparado ao período d e 3 a 9 de maio (35,7%).

As medidas de isolamento social fizeram com que 12,5% da população ocupada (10,3 milhões) ficassem afastadas do trabalho.

Na semana anterior, esse contingente era de 11,1 milhões ou 13,3% da população ocupada.

Cresceu de 74,5 milhões, na semana anterior, para 75,1 milhões o número de desempregados que não procuravam trabalho.

*Com Agência Brasil