PMI da zona do euro avança em março, apesar dos bloqueios por Covid

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Na zona do euro, o Índice dos Gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) de serviços ficou em 49,6, ante 45,7 de fevereiro e projeção de 48,8.

O PMI composto, que consolida o setor de serviços e a indústria, foi de 48,8 para 53,2. A expectativa era por 52,5. A leitura, acima de 50, deve repercutir positivamente, já que indica crescimento da atividade.

PMI

Reprodução/IHS Markit

Para Chris Williamson, economista- chefe de negócios da IHS Markit, responsável pelo estudo, considera o resultado positivo, com a atividade se recuperando bem na região, após quatro meses de declínio.

“A indústria está crescendo, liderada especialmente pelo aumento da produção na Alemanha. As expectativas das empresas são as mais altas em três anos e meio. E a vacinação deve impulsionar as vendas nos próximos meses”, diz.

Ele complementa que os bloqueios recentes por conta do coronavírus impactaram bem menos do que o projetado na economia da zona do euro. “Esta resiliência sugere não apenas que as empresas e seus clientes estão olhando para a frente, para tempos melhores, como também estão cada vez mais adaptados à vida com o vírus”, afirma.

No Reino Unido, no entanto, a leitura veio abaixo da projeção. O PMI de serviços recuou de 56,8 para 56,3. A expectativa era por 56,8. O PMI composto foi de 56,6 para 56,4, quando se esperava resultado de 56,6. Ainda assim, as leituras são superiores aos 50 pontos.