PMI de serviços sobe no Reino Unido e recua na zona do euro e na China

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice dos Gerentes de Compra (PMI na sigla em inglês) do setor de serviços da zona do euro ficou em 50,5 em agosto, ante 54,7 de julho. Apesar do recuo, o número veio melhor do que a projeção, que era de 50,1.

Números acima de 50 indicam crescimento econômico, ao passo que números abaixo apontam retração.

O PMI composto da região, que engloba PMI de serviço e o PMI industrial (este divulgado anteriormente), ficou em 51,9, também acima da expectativa por 51,6. Em julho, a leitura foi de 54,9.

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O PMI industrial, divulgado na terça (1), ficou em 51,7 pontos, ante 51,8 do mês anterior. E veio em linha com a projeção.

PMI composto por países

Entre os países, destaque para Alemanha, cujo PMI composto ficou em 54,4. Na Irlanda, 54. Na França, 51,6. Na Itpalia, 49,5. E na Espanha, 48,4.

Receio de segunda onda de Covid-19 freou crescimento

Para Chris Williamson, economista-chefe da IHSMarkit, o resultado do mês evidencia uma recuperação que perdeu o ímpeto. E isto se deve à ameaça de um novo surto de coronavírus na região. “Isso aconteceu especialmente em empresas voltadas diretamente para o consumidor. Como o setor de serviços. E especialmente na Espanha e na Itália, onde as medidas de contenção ao vírus permaneceram particularmente rigorosas”, avalia.

Reprodução/IHS Markit

Resultado no Reino Unido

Já no Reino Unido, os números tiveram avanço, mas a projeção do mercado era maior. O indicador de serviços ficou em 58,8, quando a expectativa era por 60,1. Em julho, foi 56,5.

O PMI composto ficou em 59,1, ante projeção de 60,3. Em julho, foi 57.

O PMI industrial, de terça, registrou 55,2 pontos, quando o mercado esperava 55,3. Mas, ainda assim, o resultado ficou acima do de julho, quando foi de 53,3.

A IHS Markit chama a atenção, no relatório divulgado, para o avanço do setor de serviços graças às medidas de auxílio emergencial durante a pandemia. E alerta para o risco de ser um “falso crescimento”, que acabará à medida que as ajudas forem sendo retiradas da economia.

“É preocupante que muitas empresas revelem que já estão se preparando para tempos mais difíceis à frente”, afirma Williamson.

Resultado na China

Na China, o PMI foi divulgado na noite de ontem (2) e trouxe o setor de serviços com queda de 54,1 para 54. O PMI composto ficou em 55,1, ante 54,5 de julho.

Na terça, o PMI industrial animou, ficando em 53,1 pontos em agosto, ante expectativa de 52,6 e leitura anterior de 52,8.

Reprodução/IHS Markit