PMI industrial avança na zona do euro e na China, com demanda superando oferta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial da zona do euro ficou em 63,1 pontos em maio, ante projeção e leitura prévia de 62,8.

No Reino Unido houve recuo: 65,6 pontos, ante projeção e leitura prévia de 66,1.

E na China, o PMI industrial foi de 52 pontos, quando a expectativa era por 51,9. Números acima de 50 pontos indicam aceleração da atividade. Ainda hoje saem os dados de Brasil e Estados Unidos.

Comentando os resultados da zona do euro, o economista-chefe da IHS Markit, responsável pelo estudo, Chris Williamson, afirmou que a indústria na região continua a crescer a uma taxa sem precedentes em quase 24 anos de história da pesquisa.

E que o PMI vem quebrando recordes pelo terceiro mês seguido. O que dá indícios de que a economia está se recuperando fortemente, graças à campanha de vacinação e consequente reabertura da economia.

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Entretanto, os atrasos na cadeia de suprimentos deixam as empresas incapazes de atender a demanda crescente. “A combinação de forte demanda e a deterioração da oferta está empurrando os preços para um grau incomparável nos últimos 24 anos”, disse.

PMI industrial

Reprodução/IHS Markit

Na China, o cenário se repete: a demanda é mais alta do que a oferta, o que também vem pressionando os preços. O país teve a 13ª alta consecutiva no PMI industrial e a maior leitura este ano.

PMI industrial

Reprodução/IHS Markit