PMI Industrial tem leve alta e chega a 54,4 pontos em setembro

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: CNI/Miguel Ângelo

O PMI Industrial do Brasil, divulgado pelo IHS Markit, atingiu 54,4 pontos em setembro. É um leve crescimento com relação a agosto, quando registrou 53,6 pontos. Os dados foram apurados no período entre 13 e 23 de setembro.

De acordo com o instituto, a combinação de aumento da demanda e iniciativas de aumento de estoques respaldaram uma nova melhoria do setor industrial. Porém, problemas relativos a suprimentos persistem. Isto é sinalizado por uma deterioração no desempenho dos fornecedores, bem como um aumento nos custos dos insumos.

No entanto, apesar das dificuldades, os dados de setembro destacam aumentos substanciais nos estoques e pré-produção. Estes possuem, de acordo com a pesquisa, a taxa de acúmulo classificada entre a segunda mais rápida na história do levantamento.

PMI Industrial

PMI Industrial: empresas tentam se antecipar às vendas futuras

Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia da IHS Markit, disse que as empresas estão planejando com antecedência e tentando garantir que tenham níveis suficientes de estoque para atender às vendas futuras e aos cronogramas de produção planejados.

Ela disse ainda que embora os esforços recentes para recompor os estoques tenham sido prejudicados por restrições de suprimentos, as empresas tiveram mais melhor desemprenho em setembro.

“Os prazos de entrega continuaram aumentando, mas isso foi o que menos aconteceu em cerca de um ano e meio. Como tal, um aumento acentuado nos níveis de compra sustentou um crescimento quase recorde nos estoques de pré-produção”, comentou ela.

Projeções otimistas

A diretora do IHS Markit disse ainda que as projeções são otimistas. Tendo um bom presságio para o mercado de trabalho e com muitas vagas no setor
industrial preenchidas ao longo do mês.

Ressaltou ainda que os custos crescentes dos insumos novamente contribuíram para os encargos de fábrica. Uma situação que poderia deter a demanda nos próximos meses e prejudicar os rendimentos corporativos.

No entanto, explicou que as taxas de inflação diminuíram para o nível mais baixo em 14 meses. Embora mais acentuadas do que qualquer outra leitura antes do início da pandemia da Covid-19.