PMI industrial dos EUA vem acima da projeção e é a segunda maior leitura da série histórica

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) dos Estados Unidos ficou em 59,1 pontos em março, ante 58,6 de fevereiro, e projeção de 59. Este é o segundo maior nível da série histórica, iniciada há 14 anos. O primeiro foi em junho de 2014.

O resultado, positivo, reflete a forte retomada após a pandemia. Mas o setor enfrenta atrasos na cadeia de produção, com falta de insumos e aumento de custos, como aponta Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

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Reprodução/IHS Markit

“O poder de precificação aumentou proporcionalmente, à medida que a demanda supera oferta. Os preços das matérias-primas sobem à taxa mais forte em uma década e os preços de venda no portão da fábrica subiram para um grau não visto desde pelo menos 2007”, afirma.

Outro indicador divulgado nesta quinta-feira (1), o PMI do Institute for Supply Management (ISM), confirma a retomada industrial. O índice foi de 60,8 para 64,7 pontos. A projeção era 61,3.

No PMI, resultados acima de 50 pontos indicam crescimento da atividade, ao passo que leituras inferiores apontam retração.

Hoje também foram divulgados os resultados do PMI da IHS Markit para zona do euro, Reino Unido, China, Japão e Brasil.