PMI dos EUA recua a 48,5 em março, mas fica acima da expectativa

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Agencia Brasil

O índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) dos Estados Unidos ficou em 48,5 pontos em março. O resultado representa uma queda em relação a fevereiro, quando o índice marcou 50,7 pontos. Mas ainda assim é melhor do a expectativa do mercado. A previsão era de um PMI de 45 pontos.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1) pela IHS Markit.

A deterioração da produção industrial foi a maior desde agosto de 2009, auge da crise do subprime. E decorre da crise da pandemia de coronavírus, como afirma o relatório.

Para Chris Williamson, economista-chefe de negócios e responsável pela pesquisa, os dados vieram piores do que a prévia do índice, que indicava 49,2.

“Notamos um número crescente de fechamentos e paralisações das indústrias, o que levam os níveis de negócios ao colapso”.

Empresas ligadas à alimentação e à produção de medicamentos são as únicas que não registraram quedas. A queda nos níveis de emprego e do consumo das famílias pedem atenção da indústria para os próximos meses, alerta o relatório.

Leituras do PMI abaixo de 50 indicam contração da indústria. Números acima indicam crescimento.

Números do coronavírus

As mortes nos Estados Unidos decorrentes do coronavírus já passam de 3,8 mil, superando a China. Na terça-feira (31), o presidente Donald Trump alertou a população para “duas semanas muito duras” que virão pela frente. A previsão é de 100 mil a 240 mil mortes no país.