PMI de Serviços e Composto do Brasil cai em novembro

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O PMI (sigla em inglês para O Índice dos Gerentes de Compras) de Serviços do Brasil subiu em novembro. Este registrou 53,6 pontos no mês contra 54,9 pontos do mês anterior. Já o PMI Composto recuou de 53,4 em outubro para 52 pontos em novembro.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IHS Markit. Apesar do resultado, o instituto apurou que a demanda por serviços se fortaleceu visivelmente no mês passado. Isto em meio ao recuo da pandemia, com a ampliação da vacinação.

Apesar disso, a atividade empresarial se expandiu para o sexto mês consecutivo e o emprego aumentou no ritmo mais rápido em quase 13 anos, de acordo com o IHS. O desempenho do segmento seguiu apesar de crescente pressões inflacionárias.

A retomada sustentada da atividade de serviços foi apoiada por uma recuperação no crescimento das vendas. A base dessa confiança foi a geração de mais empregos, a ampliação da vacinação. O que tem levado a uma redução de casos da covid-19, impulsionando a confiança do mercado e a demanda no mês apurado.

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PMI Composto: indústria é o principal ponto negativo

Com relação ao PMI Composto, que passou de 53,4 em outubro para 52 no mês apurado, o destaque negativo ficou por conta da indústria. De acordo com a pesquisa, ela reduziu sua atividade para o menor ritmo de crescimento em um ano e meio

Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da IHS Markit disse que apesar de um forte aumento nos preços de produtos, ocorreram novos negócios ao longo do mês. O aumento nas vendas apoiou um novo aumento da atividade empresarial. O que acaboi por impulsionar consideravelmente o crescimento da geração de empregos.

Inflação de insumos preocupa

“É preocupante, porém, que a inflação de preços de insumos tenha subido para um novo recorde. Fato que pode amortecer a recuperação nos próximos meses como custo adicional”, comentou ela.

Porém, esclarece que as empresas estão confiantes de que a produção poderá aumentar ainda mais ao longo dos próximos 12 meses. Tudo dependerá de como será a redução dos casos da covid-19 e da pandemia.

Há dois dias, o IHS divulgou o PMI industrial do país. E este contração em novembro pela primeira vez em um ano e meio, pressionada pela queda nos pedidos e na produção.

O índice, divulgado nesta quarta-feira (1) caiu em novembro a 49,8, de 51,7 em outubro, indo abaixo da marca de 50 pela primeira vez desde maio de 2020. O cenário foi de interrupções prolongadas na cadeia de suprimentos, pressões intensas sobre os preços, incerteza no mercado e aumento das taxas de juros.