PMI Composto do Brasil mostra contração intensa em abril, diz IHS Markit

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A IHS Markit divulgou nesta quarta-feira (05) o PMI (Índice de Gerente de Compras) de serviços e composto. Conforme a pesquisa, a intensificação da pandemia levou o setor de serviços a se aprofundar na contração em abril. Isso se deve a produção em mínima de nove meses.

O PMI de serviços do Brasil caiu para 42,9 em abril, de 44,1 em março. O valor indica a maior contração da produção desde julho de 2020, ainda que menos pronunciada que as perdas vistas no início da pandemia.

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As empresas que citaram redução mencionaram, de acordo com a pesquisa, fechamento de negócios e restrições. Ainda, com o aumento nos números de casos de coronavírus, levaram o índice ainda mais abaixo da marca de 50. O valor separa o crescimento de contração.

Resultado do PMI composto

O setor de  indústria se encontra perto de uma estabilização, mas a contração de serviços levou o PMI Composto sobre a atividade no setor privado a 44,5 em abril, de 45,1 no mês anterior. Esta é a quarta redução seguida e a contração mais forte desde junho de 2020.

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PMI

“O declínio mais rápido da atividade no setor de serviços em abril reflete amplamente restrições mais duras contra a Covid-19. A confiança também piorou em todos os segmentos”, destacou a diretora associada do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

A demanda por serviços continuou a piorar em abril. Foi o quarto mês seguido de queda nos novos negócios e no ritmo mais forte desde meados de 2020.

Assim como na produção, as vendas caíram em todos os cinco subsetores monitorados. Em ambos os casos o cenário foi pior em empresas de Serviços ao Consumidor.

A demanda internacional também deteriorou, com os entrevistados citando menos turismo e maiores restrições contra a Covid-19.

Como resultado de todo esse cenário, as empresas cortaram vagas no início do segundo trimestre, pelo quinto mês seguido e no ritmo mais forte nesse período.

Foram relatados ainda preços mais altos de alimentos, combustíveis e equipamento de proteção individual. Essa relação elevou os custos de insumos em abril, com uma taxa de câmbio desfavorável.

Além disso, a taxa de inflação foi uma das mais fortes desde o início da coleta de dados, em março de 2007. As empresas optaram por repassar aos clientes parte desse aumento. A taxa de inflação dos preços de venda ficou acima da média de longo prazo.

Por fim, com a segunda onda de Covid-19, o otimismo das empresas ficou contido em abril. O nível de sentimento positivo chegou a uma mínima de dez meses.