PMI composto avança no Brasil; setor de serviços segue em retração

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) composto do Brasil ficou em 53,9 pontos em agosto, acima da projeção de 47,3. Acima também da leitura de julho, quando registrou 47,4 pontos. O PMI composto agrupa os dados de serviços e da indústria.

O PMI de serviços ficou em 49,5 pontos, ante 42,5. Apesar do avanço, o resultado do setor ainda é inferior a 50 pontos, que separa crescimento de retração econômica.

Na terça (1), o PMI industrial havia registrado 64,7 pontos, ante 58,2 registrado em julho.

Reprodução/IHS Markit

Pandemia ainda pressiona setor de serviços

No relatório divulgado nesta quinta-feira (3), a IHS Markit afirma que as empresas continuaram a relatar que a pandemia global estava pressionando a atividade. E algumas unidades continuam sendo fechadas devido a níveis baixos de entrada de novos negócios. Porém, houve alguns desenvolvimentos positivos no que se refere à demanda. Isto porque os níveis de novos trabalhos aumentaram pela primeira vez em seis meses.

De acordo com Paul Smith, diretor de economia da IHS, o resultado não surpreende, já que o impacto da pandemia foi bem mais severo no setor de serviços do que na indústria. Mas, ainda assim, o resultado abaixo dos 50 pontos é “decepcionante” na sua avaliação.

“As perdas persistentes de empregos, o grau de otimismo em relação ao futuro ainda contido e aumentos de custos contribuíram para a opinião de que o setor está tendo dificuldades de retomar a atividade com um impulso significativo”, diz.