PMI de serviços recua de 47,1 para 44,1 pontos em março, seguindo em retração

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/ Pixabay

O setor de serviços do Brasil entrou fortemente em território de contração desde março, em decorrência do aumento dos casos de coronavírus e novas medidas de distanciamento social.

É o que aponta o resultado do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do setor, medido pela IHS Markit.

O PMI de serviços foi de 47,1 para 44,1 pontos. Já o PMI composto, que une os resultados de indústria e serviços, foi de 49,6 para 45,1. Leituras acima de 50 pontos indicam crescimento da atividade, ao passo que leituras inferiores indicam retração.

Análises e Resumos do mercado financeiro com leituras de 5 minutos. Conheça a EQI HOJE

PMI

Reprodução/IHS Markit

Segundo o relatório, as empresas brasileiras reduziram a atividade de negócios ao ritmo mais rápido desde meados de 2020. E continuaram reduzindo postos de trabalho. Enquanto isso, as pressões inflacionárias sobre os custos se intensificaram, sendo o aumento mais recente o mais acentuado em mais de cinco anos.

Para Pollyanna de Lima, diretora associada de economia na IHS Markit, o setor de serviços foi muito prejudicado pela pandemia.

“As empresas citaram o aumento mais acentuado nos custos de insumos em mais de cinco anos e muitas sugeriram que a alta dos preços é resultado do enfraquecimento da moeda e da escassez de matéria prima junto aos fornecedores. Para reduzir a pressão extra sobre as margens, as empresas reduziram o número de postos de trabalho e aumentaram seus próprios preços de venda”, ela resume.