PMI: atividade do setor de serviços cai ainda mais em fevereiro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Brasil foi divulgado nesta quarta-feira (03) pela IHS Markit. A pesquisa mostra que o setor continua em declínio, apesar do leve crescimento de 47,0 para 47,1 pontos em fevereiro. As leituras do indicador acima de 50 pontos indicam aquecimento da atividade econômica.

Conforme os dados, uma segunda queda consecutiva em novos pedidos impulsionou uma contração sólida da atividade de negócios. Por consequência, houve mais cortes nas folhas de pagamento.

As empresas indicaram que o aumento acentuado das despesas as levaram aumentar os preços de venda. A taxa de inflação alcançou o maior patamar em 64 meses.

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Entretanto, de forma animadora, a confiança nos negócios se fortaleceu. De acordo com o IHS Markit, isso se deve às previsões dos programas de imunização contra a Covid-19.

Além disso, os dados subjacentes sugeriram que a queda no total de vendas se concentrou no mercado doméstico. Novos negócios de exportação aumentaram na metade do primeiro trimestre. O aumento foi apenas moderado, em comparação à contração do período anterior da pesquisa, de acordo com a IHS Markit.

As empresas participantes informaram alta de preços de alimentos, combustível, transporte, serviços públicos e de equipamentos de proteção individual (EPI) em fevereiro. A taxa geral de inflação dos custos permaneceu acentuada, apesar de se atenuar ao patamar mais baixo em quatro meses.

Devido aos aumentos das despesas operacionais nos últimos meses e aos esforços para proteger as margens, os preços das prestações de serviços subiram em fevereiro. Por fim, a taxa de inflação do preço de bens finais cresceu e acelerou ao nível mais elevado em quase cinco anos e meio.

Dados consolidados da PMI

A produção do setor privado recuou pelo segundo mês consecutivo em fevereiro. Conforme os dados do PMI, foi devido a um declínio acentuado na atividade de serviços. Contudo, o Índice Consolidado de dados de produção subiu de 48,9, em janeiro, para 49,6. 

O resultado sinaliza uma taxa de redução marginal. Ainda mais, a contração foi contida por uma expansão acentuada e acelerada da produção.

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“O setor de serviços brasileiro sofreu outro revés em fevereiro. Com a pandemia da Covid-19 desincentivando pedidos pelo segundo mês consecutivo, a atividade de negócios continuou em ritmo de contração. A capacidade excedente ficou evidente devido à redução acentuada das cargas de trabalho pendentes das empresas, apesar da atual redução de postos de trabalho”, disse Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia na IHS Markit.

Um panorama semelhante ficou evidente para novos pedidos, com um aumento mais acentuado das vendas de fábrica. A situação ficou parcialmente equilibrada com a sólida contração de novos serviços. Como resultado, as vendas do setor privado caíram a um ritmo mais lento no último mês.

Por fim, os dados de fevereiro indicam quedas no índice de emprego no setor privado, aumento na confiança nos negócios e ampliação nos preços de insumos. A taxa de inflação dos preços se mantém acentuada, apesar das reduções em relação aos meses anteriores.