Paranapanema (PMAM3) tem prejuízo de R$ 570 mi no 1TRI20, alta de 1.363%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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A Paranapanema (PMAM3) relatou um prejuízo de R$ 569,79 milhões no primeiro trimestre de 2020. Os números representam um avanço de 1.363% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o prejuízo foi de R$ 38,9 milhões.

A companhia declarou que o prejuízo foi “impactado pelo efeito não monetário da variação cambial sobre a sua dívida em moeda estrangeira”.

No mesmo período, o Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) foi negativo em R$ 24,23 milhões, contra um Ebitda positivo de R$ 16,761 milhões no mesmo período do ano passado, um recuo de 220%.

O Ebitda ajustado passou de R$ 65,754 milhões para R$ 61,119 milhões, queda de 7%.

O resultado financeiro da companhia ao final do primeiro trimestre também foi negativo em R$ 504,5 milhões, enquanto que no mesmo período de 2019 foi negativo em R$ 28,39 milhões.

A receita líquida também sofreu retração de 32% no período entre janeiro e março de 2020 quando comparado ao mesmo período de 2019, passando de R$ 1,33 bilhão em 2019 para R$ 909,7 milhões em 2020.

Segundo a companhia, a queda na captação de receitas foi “decorrente da adequação do volume de negócios da Companhia à maior geração de caixa e obtenção de melhores margens operacionais”.

Dívidas

No relatório divulgado na quinta-feira (7), a companhia declarou ainda que vem trabalhando para equalizar o perfil de sua dívida financeira.

Dessa forma, desde o primeiro trimestre de 2020, trata com os principais credores financeiros (essencialmente os mesmos que participaram do processo de negociação em 2017), o alongamento do perfil de sua dívida, “a fim de se adequar à sua futura geração de caixa e necessidade de investimento”, disse a Paranapanema.

Além disso, neste mês de maio, foi assinado o Acordo de Standstill com credores, suspendendo temporariamente as obrigações de pagamento de principal e juros.

“Trata-se de importante passo no processo de negociação com os credores para a readequação da estrutura de capital, liquidez e perfil de endividamento da Companhia, declarou a Paranapanema.

Ao final do primeiro trimestre de 2020, a dívida líquida da companhia era de R$ 2,068 bilhões.

Impactos Covid-19

Frente ao cenário de expansão da pandemia de Covid-19, as operações das unidades de Santo André (SP) e Serra (ES) foram temporariamente reduzidas a partir do fim de março.

Por outro lado, a planta de Dias d’Ávila (BA) – responsável pela produção de cobre primário e por cerca de 85% da receita da companhia -, segue com as atividades normalizadas.