Plano Pró-Brasil provoca tensões junto à equipe econômica

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Fotos públicas

O novo plano de recuperação da economia lançado pelo governo federal nesta semana vem gerando tensões junto a equipe econômica.

Na quarta-feira (22), o Plano Pró-Brasil foi apresentado pelo ministro da Casa Civil, general Braga Neto em conjunto com os ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional e Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura.

De acordo com o plano, nos próximos 3 anos serão injetados R$ 30 bilhões na economia através de investimentos públicos. Além disso, outros R$ 250 bilhões serão destinados para concessões ao setor privado.

Por buscar a retomada do crescimento econômico através de uma política fiscal expansionista o projeto acabou sendo taxado de “Dilma 3”, em referência ao que seria uma continuidade ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos governos do PT.

A área técnica do governo se posicionou de forma contrária ao novo plano e alertou sobre as incertezas quanto aos resultados esperados e custos estimados.

O ministro Paulo Guedes, inclusive, comparou o Pró-Brasil ao intervencionismo estatal aplicado nos governos petistas, que destruiu a economia do país.

Guedes tem buscado alinhar o que pode ser feito sem infringir os limites da lei de responsabilidade fiscal.

Além disso, Guedes, como forte representante da ala liberal, defende que a retomada econômica deve ser impulsionada, sobretudo, pela iniciativa privada.

O ministro defende ainda que o teto dos gastos fiscais, que limita o aumento de despesas e inflação, seja respeitado caso contrário o Brasil “vira um barco à deriva”.

Segundo cálculos de técnicos oficiais, a dívida bruta do país já é estimada em 85% do PIB.

Para reduzir esse déficit, uma das medidas que o governo vem estudando é estimular o investimento em infraestrutura por meio de aportes do capital estrangeiro.

Para isso, não está descartada a possibilidade de elevar as taxas de retorno das concessões, ainda que isso implique em repasses ao consumidor final.