Plano para flexibilizar isolamento é elaborado pelo Ministério da Saúde

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Reprodução

O Ministério da Saúde elabora o plano de transição para flexibilizar o isolamento devido ao coronavírus. Assim, uma mudança está programada para começar no dia 13 de abril, informou a Folha de S. Paulo.

Segundo a pasta, as cidades que implementaram o chamado Distanciamento Social Ampliado (DSA) podem passar para o Distanciamento Social Seletivo (DSS). Mas isso apenas se os casos confirmados não impactarem em mais de 50% da capacidade de armazenamento hospitalar. O plano tem como base o Boletim Epidemiológico de Massas, divulgado na segunda-feira (6).

No chamado Distanciamento Social Seletivo, apenas os grupos de risco ficam em quarentena, como idosos e portadores de doenças crônicas. Pessoas com idade inferior a 60 anos que não apresentam os sintomas podem circular livremente. O objetivo dessa estratégia é promover o retorno gradual às atividades econômicas.

A medida segue o que presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem desfigurando publicamente. Ou seja, uma o retorno das atividades econômicas, mantendo isoladas apenas pessoas de grupos de risco.

“A epidemia não é igual em todos os estados. Temos localizações que não estão ocorrendo neste momento, nenhuma indicação de fazer distanciamento social ampliado? Essa é uma pergunta. Tem locais em que temos uma estratégia diferenciada de distanciamento social? Não temos essas vantagens “, disse o secretário da Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

“Uma teoria de distanciamento social selecionada em que eu abro o sistema para pessoas jovens que podem transitar e criar uma imunidade de rebanho, em teoria, ela é razoavelmente. Não há problema no ponto de vista metodológico”, completa posteriormente.

De acordo com balanço publicado pela pasta nesta terça-feira (7), o número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 12.272 e o de mortes é de 575.