Plano de bioeconomia para a Amazônia será de longo prazo, diz Mourão

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Wikipedia

De acordo com notícia veiculada pela Agência Brasil, o vice-presidente Hamilton Mourão, que lidera os esforços do governo federal para dialogar, preservar e apoiar a fiscalização ambiental na Amazônia, afirmou que há uma preocupação verdadeira com o legado de preservação para os brasileiros do futuro.

“Um dos grandes problemas da Amazônia é a ausência da presença do Estado. O Estado brasileiro não se faz presente da forma que deveria ser. A única presença estatal que temos lá, praticamente, são as Forças Armadas. Além da missão de garantir as fronteiras, temos apoiado as agências que têm a responsabilidade de fiscalização ambiental na região”, afirmou Mourão.

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O vice-presidente disse que a região amazônica necessita de atenção especial, tanto no desenvolvimento econômico quanto em incentivos sociais de conscientização e de regularização de atividades.

Sobre a polêmica envolvendo a alta do desmatamento e das queimadas na região, Mourão disse que isso pode ser suprimido por resultados crescentes, que se propaguem através de um longo e consistente plano de conservação e modernização da região.

Bioeconomia

Questionado sobre o modelo de negócios ideal para a região, o vice-presidente afirmou que acredita que o modelo “bioeconômico” – conceito usado para definir um mercado que tenha como base os recursos biológicos recicláveis, renováveis e com consumo e exploração conscientes – seja a melhor alternativa.

“A Amazônia, por suas características, não é um lugar de produção em escala. É local de produção sustentável, usando a riqueza da biodiversidade existente. Temos que mapear cadeias de valor, melhorar a infraestrutura logística sustentável – o aproveitamento das hidrovias, construção de pequenos portos para escoar produção – e, óbvio, atrair a atenção do investimento privado.”

Mourão afirmou ainda que solicitou recursos “a fundo perdido” a grandes bancos que atuam na região para “a proteção e a preservação da Amazônia”.

Regularização fundiária

Sobre a regularizações fundiárias no estado do Amazonas o vice-presidente disse que “É uma opinião unânime em todos os diálogos com lideranças, mas parece que há uma barreira intransponível para avançarmos no processo. Cerca de 500 mil famílias não tem o título da terra que vivem há 30, 40 anos”, argumentou.

Mourão citou famílias que foram realocadas no período de construção da hidrelétrica de Itaipu, localizada no Paraná, entre as décadas de 70 e 80.

Essas famílias, que viviam tradicionalmente na região que hoje é a bacia da hidrelétrica paranaense, foram assentadas em regiões que fazem parte da floresta amazônica sem nunca ter recebido o título das propriedades para onde foram transferidas.

Agronegócio

Em relação ao agronegócio, o vice-presidente disse que a influência da atividade econômica ainda é pequena na Região Norte.

Ao tratar do assunto, foi enfático ao dizer que “o agronegócio é um hard power no nosso país”. O conceito remete ao termo que define um setor econômico ou político que tem o poder de influenciar, ou “puxar”, outros setores da sociedade para a linha de frente do debate e das políticas públicas.

Maior fiscalização

Por fim, Mourão declarou que o satélite que está sendo desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações ajudará nos alertas de ocorrências em tempo real.

“Não adianta eu saber que tem terras sendo queimadas ou devastadas depois disso já ter acontecido. Teremos um satélite com tecnologia nossa. Teremos um sistema de alerta diário, via radar. É importante ter essa conjugação de esforços, e que esses dados estejam diariamente disponíveis para quem tem a responsabilidade de impedir ilegalidades”, finalizou.

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