Plano de ajuda do Governo soma 7,8% do PIB, mas ainda gera dúvidas

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Um levantamento mostrou que as medidas do plano anunciado pelo governo para diminuir os efeitos do coronavírus, já atingiram R$ 568,6 bilhões (7,8%) do Produto Interno Bruto (PIB). O levantamento foi realizado por Manoel Pires, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). As informações são do portal Valor Econômico.

Mas o plano robusto do governo ainda possui incertezas. De acordo com analistas, a maior dúvida é a respeito de quanto tempo o pacote consegue amparar empresas e trabalhadores. Outra questão levantada é até onde iria o fôlego do atual governo. Caso a crise possa persistir por mais tempo do que o previsto.

Incertezas em relação ao plano

Atualmente, as operações de crédito a empresas são a maior preocupação. Devido a essa medida do plano ainda estar parada e possuir um grande risco de inadimplência. Essa demora, para que ocorra a chegada dos empréstimos, soa como um alerta, por causa das medidas necessárias do isolamento social.

Se os empréstimos não chegarem a tempo, vai ocorrer uma queda abrupta de receita nas empresas. Comparando a outras nações, o Brasil está com nível parecido com a Austrália, com 7,2% do PIB e acima do pacote de 6,7% do PIB no Chile. Mas segue distante de nações mais avançadas, segundo a reportagem do Valor Econômico.

A crise do coronavírus é diferente da passada em 2008, em que é necessário o uso intensivo de serviços públicos. De acordo com Pires, o excesso de medidas de crédito junto a recessão devido ao vírus vai exigir uma mudança. Para que seja feita uma reestruturação das finanças subnacionais do Governo, na saída desta crise.

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O texto da PEC do “Orçamento de Guerra” diz que deve haver ajuda a organização e atuação do Banco Central, no crédito.  O que é positivo, mas há muita incerteza quanto ao risco do Congresso em cancelar as ações do governo, segundo Pires.

Luiz Schymura, diretor da Ibre/FGV fez um destaque a dramaticidade da situação. Ao lembrar que há previsões de queda em 6% do PIB no ano: “É difícil traçar qualquer cenário nesse contexto”, disse o diretor. Por isso, torna-se necessário o cuidado na tomada de decisões em relação as medidas do plano.