Como montar um planejamento financeiro? Adquira novos hábitos para atingir suas metas

Renata de Souza
Colaborador do Torcedores
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Foto: planejamento financeiro pessoal

Muitas pessoas perguntam: como montar um planejamento financeiro pessoal? Sem dúvidas, esse é um questionamento recorrente, principalmente para os menos experientes.

Mas não se preocupe: depois desse artigo você saberá quais os principais passos para montar um planejamento financeiro.

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O que é planejamento financeiro?

O planejamento financeiro não é um procedimento pontual, único, isolado. É um processo contínuo, em que você deve definir objetivos e metas, traçar estratégias para alcançá-los e revisá-los periodicamente.

Esse plano serve como um mapa, em que o conhecimento e o ajuste de todas suas receitas e despesas o levará diretamente ao “tesouro”, ou seja, aos seus objetivos, sejam eles quais forem: uma casa, um carro novo, uma viagem, aposentadoria, entre outros.

Assim, comparando todas as entradas e saídas que foram realizadas diariamente, você conseguirá avançar na direção de um equilíbrio financeiro, sempre poupando recursos para investir e crescer financeiramente.

Vantagens

Um bom planejamento financeiro irá mostrar os caminhos (de economia, esforço pessoal, trabalho, investimento) que você precisará tomar para atingir seus objetivos e metas.

Somente desta forma pragmática, você saberá precisamente quando e o quanto terá de dinheiro disponível para comprar um bem ou pagar por um serviço desejado.

O planejamento financeiro é uma forma organizada de atingir objetivos, de tornar concretos os sonhos, de realizar desejos de uma forma muito prática. Ou seja, o planejamento conecta o presente ao futuro, dando certa previsibilidade, estabilidade e segurança à suas finanças, melhorando, em última instância, sua qualidade de vida.

Objetivos e metas

O primeiro ponto que você deve se perguntar é qual seu objetivo de vida. Ou seja, você quer se preparar para aposentadoria, comprar um imóvel, alguma viagem ou garantir o estudo dos filhos? Defina isso!

Cada investidor deve saber responder essa pergunta de forma clara e transparente. Aliás, você jamais deve mentir para si próprio, principalmente quando estiver traçando um plano para atingir um objetivo.

Acompanhe suas finanças de perto

Faça um acompanhamento rigoroso de suas receitas e despesas para evitar surpresas desagradáveis no final do mês.

Sendo assim, projete sua renda anual. Coloque, mês a mês, as receitas de salário, incluindo férias, décimo terceiro, eventuais bônus, rendas de aluguel e quaisquer outros recursos previstos.

Depois estime todos os seus gastos mensais. Da mesma forma que as receitas, as despesas precisam ser previstas no planejamento financeiro. Contas fixas (energia, água e aluguel), gastos com educação, telefonia, alimentação, transporte, lazer etc. Aqui entram quaisquer tipos de despesas, inclusive o pagamento de dívidas e juros bancários, se houver.

Após isso, reflita se os números estão adequados à renda e aos planos para o futuro. A princípio, enumere prioridades. Dessa forma, você evitará que o descontrole tome conta do seu orçamento.

Compare preços antes comprar

Faça uma comparação de preços antes de comprar determinado produto ou serviço. Veja bem, não há desculpas para não fazer isso, com o advento da internet, essa pesquisa se faz muito rapidamente e da sua própria casa.

Esse procedimento, se feito regularmente, fará com que você se surpreenda, ao final de um tempo, com os valores que serão economizados.

Sendo assim, procure substitutos, pesquise preços e troque o consumo mais caro por um mais barato, por exemplo: o restaurante, o supermercado, a marca do vestuário.

Posteriormente, busque a moderação, quantas refeições fora de casa podem ser substituídas pela comida de caseira? Ou qual percurso de carro próprio pode ser feito por transporte público, aplicativos de transporte, ou mesmo carona?

Compre apenas o necessário para atingir seus objetivos mais rápido

Crie o hábito saudável de comprar somente o que você precisa, não vá na onda de promoções que empurram mais do mesmo que você já tem.

Adquira necessidades que ainda não possui. Afinal, com o consumo menor você terá mais caixa para bens e serviços essenciais, que pretende possuir.

Prefira pagamento à vista e negocie descontos

Prefira o pagamento à vista, para que isso se torne vantajoso a você, não deixe de pedir descontos, lembre-se, o comerciante está ganhando com o recebimento à vista do seu dinheiro, portanto, é justo que você também ganhe algo, que é o desconto.

Planejamento financeiro: viva um degrau abaixo

Viver um degrau abaixo do padrão de vida que sua renda permite é um dos principais caminhos para a saúde financeira.

Vale reavaliar os gastos com moradia, água e energia e meios de transporte, por exemplo. O objetivo é chegar ao final do mês com alguma sobra, mesmo que pequena, para poupar e investir. Faça uma caça aos gastos supérfluos e economize!

Taxa de poupança

Após formular os objetivos e criar um planejamento financeiro, é importante calcular a taxa de poupança. Trata-se de uma porcentagem dos rendimentos que serão destinados para os investimentos.

Com as informações do planejamento financeiro em mãos, faça o seguinte cálculo: subtraia seus gastos da sua receita; divida pelo número da sua renda; e multiplique por 100.

Veja o exemplo abaixo:

Vamos supor que você ganhe R$ 3 mil e tem gastos de R$ 2,4 mil. Quando subtraímos R$ 2,4 mil de R$ 3 mil, temos o resultado de R$ 600. Ao dividir este valor pela receita, que é R$ 3 mil, o cálculo é de 0,2. Portanto, a taxa de poupança será de 20%.

Aliás, 20% dos rendimentos é o percentual recomendado por muitos especialistas em educação financeira para a reserva de dinheiro.

Monte uma carteira de investimentos

Para montar uma carteira de investimentos você deve definir a melhor configuração do que se chama tripé financeiro dos investimentos: liquidez, risco e retorno.

Nessa parte, deve ficar claro o seguinte: existem duas maneiras de melhorar a rentabilidade da carteira de investimentos. Uma seria injetando risco. Você pode, por exemplo, trocar um fundo de renda fixa por um fundo multimercado com mais risco que vem entregando uma rentabilidade superior.

Caso o investidor não queira injetar risco, ele pode injetar prazo. Um CDB com liquidez diária rende em torno de 100% do CDI, enquanto um CDB para 3 anos pode render em torno de 120% do CDI.

Toda a carteira de investimentos se deparará em algum momento com esses trade-offs, e você investidor precisa estar preparado e bem alinhado com seus objetivos para tomar a melhor decisão.

Liquidez

Por liquidez entende-se a facilidade com que se tem o dinheiro disponível em conta. Assim, se seus gastos e receitas mensais costumam ser mais voláteis, talvez seja necessária mais liquidez para os meses ruins.

A reserva de emergência, também tratada como necessidade de liquidez, geralmente gira em torno de 20% do patrimônio financeiro.

Porém, essa reserva é muito pessoal. Há pessoais que se sentem mais seguras com uma reserva maior. Já outras que confiam nos seus fluxos de caixa e resiliência do posto de trabalho, podem trabalhar com reservas de emergência menores.

Risco

O risco é algo muito subjetivo, pois você deve ser perguntar como suportaria perdas financeiras nos seus investimentos. Se você é daqueles que não suportam nenhum tipo de variação, nem mesmo diária e temporária, opte por investimentos ultraconservadores.

Se, por outro lado, você entende que muitos investimentos podem variar de forma contrária ao que gostaríamos a fim de alcançar uma rentabilidade superior e fica tranquilo com esse cenário, seria possível adicionar investimentos mais arriscados ao seu portfólio. Logo, seu perfil seria moderado ou até mesmo sofisticado.

Você pode (e deve) saber qual é o seu perfil de investidor respondendo a um questionário disponibilizado pelas instituições financeiras que oferecem aplicações. Não deixe de fazê-lo para definir a carteira de investimentos.

Retorno

Todo o investidor gosta de ganhar dinheiro e quanto mais melhor. As finanças comportamentais (área que vem ganhando muita relevância nos últimos anos) dizem que para um mesmo grau de risco, o investimento que render melhor será sempre preferido ao investimento que render menos.

No entanto, precisamos analisar se essa rentabilidade está de acordo com as necessidades de liquidez e quanto ao risco estipuladas nos passos anteriores. Por fim, uma vez alinhado todo o “tripé financeiro dos investimentos”, devemos verificar se a rentabilidade esperada com o portfólio supre a expectativa de retorno.

Esse retorno, lembrando, é a rentabilidade que se deve atingir para alcançar os objetivos e demandas estipulados inicialmente baseados na na capacidade de poupança mensal e o valor inicial investido.

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