Planalto e STF em pé de guerra

Já passa de um mês a intervenção militar no Rio de Janeiro. Entre a criação do novo Ministério Extraordinário de Segurança Pública (precisava?), e a troca no comando da secretaria pública do Rio de Janeiro (comandada agora pelo general Richard Fernandez Nunes), o que se tem noticia até agora diz respeito muito mais a decisões da esfera administrativa, do que medidas práticas propriamente ditas.

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
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A trágica execução da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Pedro Gomes, escancara ainda mais o caos em que se encontra o nosso querido Rio de Janeiro. A sociedade clama por respostas.

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Enquanto isso, em Brasília, os poderes Executivo e Judiciário seguem em pé de guerra.

O embaraçoso episódio final do mandato de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria Geral da República, que culminou com uma vitória esmagadora de Temer, parecia definitivo no sentido de dar-se uma trégua na guerra entre poderes, deflagrada em especial pelas denúncias feitas pela operação lava jato.

No entanto, mesmo após a saída de Janot, são sucessivos os indícios de que há algo de podre no reino da Dinamarca.

A suspensão imposta pelo STF a posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do trabalho, a atuação direta do planalto para salvar o mandato de Aécio e a recente quebra de sigilo bancário de Temer, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, são fortes sinais de que há algo de podre no reino da Dinamarca.

Trabalho árduo para as defesas

Na seção “policial” do nosso informe, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e Luís Inácio Lula da Silva. Alguma surpresa?

Sérgio Cabral

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Será julgado em poucos dias, pela turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) o primeiro (de muitos) processo em segunda instancia.[/box]

Cabral, já condenado há mais de 100 anos de cadeia, enfrentará na capital gaúcha, a mesma turma de desembargadores que aumentou a pena de Lula. Suas chances são ainda menores que a do ex-presidente.

Eduardo Cunha

A defesa de Eduardo Cunha (outro célebre membro da turma dos tutti buona gente), tentará em maio, um pedido na Justiça Federal, para que o ex-deputado cumpra em casa o restante de sua pena de 14 anos e 6 meses de prisão, pelo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Cabe lembrar que esta pena é relativa apenas ao primeiro processo contra Cunha. Há diversos outros “engatilhados” contra ele na Lava Jato.[/box]

Lula

Após uma sequência de tentativas frustradas, a defesa do ex-presidente tenta o que muitos estão chamando de cartada final: Os advogados do líder petista descobriram uma pequena brecha para pôr em pauta no STF, a rediscussão de sua prisão em segunda instancia, mesmo após manifestação contrária da presidente da corte, Carmem Lúcia.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Lula corre contra o tempo, uma vez que a decisão sobre os embargos de declaração no TRF4, devem sair muito em breve.[/box]

Quem quer dinheiro e a dança das cadeiras

Entre 7/03 e 7/04, abre-se a janela partidária, nome bonito para uma prática que, embora prevista na constituição, nem sempre está recheada de boas intenções.

Neste período os parlamentares podem mudar de” domicílio partidário” sem risco de perder o mandato.

Tal qual os times de futebol, o “passe” de cada deputado ou senador é disputado pelos partidos, conforme seus interesses. Assim como no mundo da bola, cifras polpudas são oferecidas aos políticos-estrela, aqueles cujo investimento compensa pelo número de votos obtidos. O já conhecido balcão de negócios.

É o caso do PTB do ex-parlamentar “Bob” Jefferson, pivô do mensalão, que estipulou uma cota significativa: R$ 2 milhões para quem escolher a legenda como casa nestas eleições.

Com isso, a dança das cadeiras está prestes a começar.

Henrique Meirelles deve deixar o Ministério da Fazenda, para efetivar sua candidatura à presidência. Nesta segunda, o noticiário político dá conta que Temer deve concorrer à reeleição, mesmo contrariando todos os prognósticos.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Em recente entrevista, Meirelles afirmou que não vê problemas em enfrentar Temer nas urnas.[/box]

O centro, cada vez mais dividido, favorece candidatos como Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes.

Em São Paulo, o prefeito João Dória será o candidato dos tucanos ao Governo do Estado pelo PSDB.

O atual Senador (e eterno baixinho) Romário, confirmou que é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro em evento do Podemos (que deve confirmar Álvaro Dias como candidato à presidência) neste sábado.