Em um ano, números do Pix impressionam; saiba tudo sobre ele

Victor Meira
Com formação em Ciências Sociais e Jornalismo, experiência em redação nas editorias de esportes, empregos, concursos, economia e política.

Crédito: Reprodução/Agência Brasil/Marcelo Casal Jr

No mês novembro, o Pix completou um ano de operação no Brasil. A nova modalidade de transferência e pagamento chegou para facilitar a vida dos brasileiros. Em poucos cliques ou toques, você pode fazer uma transferência bancária de forma instantânea. Basta lembrar que o TED ou DOC demandam algumas horas e até dias para o dinheiro cair.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destaca que o Pix caiu no gosto dos brasileiros.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

“As expressões ‘Me faz um Pix’, ‘Aceita Pix?’, ‘Quer pagar com Pix?’ já são o ‘novo normal’ para a maioria da população. Esse sucesso é resultado do trabalho árduo não só do time do Banco Central, como das equipes de todas as instituições participantes, que construíram o Pix a múltiplas mãos e possibilitaram o início dessa revolução”, disse Campos Neto.  

Ele argumenta que essa modalidade de transferência incentiva a eletronização dos pagamentos em uma economia cada vez mais digitalizada. O presidente do BC ainda aponta que a aceitação do Pix pela população pode ter amenizado os efeitos econômicos da crise provocada pela pandemia de Covid-19. 

PIX

Reprodução/Banco Central

Números do Pix impressionam em um ano

Em comemoração ao primeiro ano do Pix no Brasil, o Banco Central divulgou um estudo sobre os números do sistema de pagamento e transferência bancário que transformou o país. 

Durante os últimos dozes meses, houve 7 bilhões de transações utilizando o Pix como meio de pagamento e transferência, com um valor financeiro de R$ 4 trilhões. 

Em menos de três meses de operação, o Pix já tinha superado o número de TEC e DOC somados. Em abril, as transações com chaves também foram maiores do que os boletos, cartões pré-pago, transferência intrabancária e débito direto.

Até o final de outubro, o Pix já corresponde a 72% das operações de transferências no Brasil. Vale destacar que Bacen considerou as operações como DOC, TEC, boleto e cheque como transações bancárias. 

São 348,1 milhões de chaves cadastradas, divididas da seguinte forma: 121,2 milhões de chaves aleatórias, 93,8 milhões de CPFs, 76,1 milhões número do telefone celular,50,6 milhões e-mail e 6,4 milhões de CNPJs.

O Pix é usado por todas as classes sociais

Como destacou Roberto Campos Neto, o Pix caiu no gosto dos brasileiros. Ao todo, 104,4 milhões de pessoas de todas as faixas de renda – 62,4% da população adulta – já usam o Pix para pagar ou receber. O Pix é usado por todas as faixas etárias, sendo a maior parte das transações realizadas pelos jovens: 34% entre 20 e 29 anos e 31% entre 30 e 39 anos. 

Já há 11 estados brasileiros que têm mais de 60% da população adulta utilizando o Pix, destaque para Roraima com 80%, Distrito Federal 79% e São Paulo 70%. No Centro-Oeste, foi registrado o maior índice de adoção do serviço (levando-se em conta a distribuição das transações e a da população com relacionamento bancário).

Segurança

Apesar do sucesso do Pix, a questão da segurança ainda é uma questão preocupante. Com a facilidade de transferências em apenas poucos toques, os grupos criminosos se aproveitaram dessa característica para realizar fraudes, golpes e sequestros relâmpagos.

Para aumentar a segurança dos cidadãos, o Banco Central limitou o valor de transferência para R$ 1 mil, entre 20h e 6h. 

Além disso, há uma medida que prevê um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para a efetivação de pedido do usuário, feito por canal digital, para aumento de limites de transações com o Pix, impedindo o aumento imediato em situação de risco.

No início de novembro, o BC anunciou novas medidas para aumentar a segurança. Essa medida irá permitir que a instituição financeira que detém a conta do usuário recebedor pessoa física possa efetuar um bloqueio preventivo dos recursos por até 72 horas em casos de suspeita de fraude. 

De acordo com o Bacen, isso permitirá que a instituição realize uma análise de fraude mais robusta, aumentando a probabilidade de recuperação dos recursos pelos usuários pagadores vítimas de algum crime.