Money Week: pior já passou, mas até vacina ruídos seguem no mercado

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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Crédito: Reprodução

O pico de volatilidade da pandemia do coronavírus já passou, mas os especialistas alertam que ruídos e turbulências continuarão a fazer parte do dia a dia do mercado financeiro até que ocorra uma vacinação em massa contra a doença.

Por isso, o investidor deve adotar muita cautela na hora de tomar suas decisões no curto prazo. A orientação foi dada pela economista Zeina Latif e pelo sócio analista da Eleven Financial Research, Raphael Figueredo, durante uma live na Money Week.

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Isso não significa que a recuperação da economia esteja condenada, mas que o caminho será cheio de instabilidades. “Até que ocorra a vaciação em massa, o tema da pandemia vai ficar gerando ruídos. Às vezes mais, outras vezes menos”, disse Zeina.

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Cautela e diversificação

Segundo ela, estas incertezas continuarão a trazer implicações econômicas, principalmente nos setores que envolvem aglomerações de pessoas.

Por isso, o investidor deve levar em consideração o quanto tolera de volatilidade em seus investimentos antes de tomar decisões. “É hora de ter sangue frio, diversificar os riscos e entender os produtos que está comprando”, afirmou.

O especialista da Eleven destacou que os investidores devem buscar conhecimento neste momento e diversificar seus investimentos.

Além da crise, outro fator que motiva a diversificação é a queda da taxa de juros. “Diversifique, amplie seu conhecimento e faça uma reserva de emergência.”

Zeina Latif, Economista

Zeina Latif, Economista

Mercado de olho em e-commerce e exportadoras 

Na visão do especialista da Eleven, o investidor deve ajustar o tamanho da sua posição e ser o mais seletivo possível. “É preciso avaliar quais empresas serão capazes de passar pela crise e sair como líderes”, afirma.

Para ele, empresas que atuem no mercado de e-commerce devem se destacar neste sentido.

Com o dólar elevado, outro setor em destaque deve ser o de empresas exportadoras. Ele citou os setores de proteína animal e de minério de ferro, destacando a BRF (BRFS3) e a JBS (JBSS3) como empresas mais fortes.

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Raphael Figueredo, Sócio-analista da Eleven Financial Research

Dólar deve seguir pressionado

Figueredo destacou que o dólar deve seguir em patamares elevados. Um dos motivos é que a queda da taxa básica de juros, que motiva os investidores internacionais a buscarem melhores retornos em outros mercados.

Outra razão é a busca dos investidores por ativos mais seguros durante a crise, o que ajuda a valorizar o dólar. 

Além disso, a preocupação sobre o quadro fiscal no Brasil tende a afastar o capital estrangeiro. Com isso, existe uma terceira razão para sustentar o dólar em alta.