Pior momento do mercado de trabalho foi no início da pandemia, diz FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 8,8 pontos em agosto, indo de 65,9 de julho para 74,7 pontos.

Este é o maior valor desde março, quando o indicador registrou 82,6 pontos. Em abril, auge da crise decorrente da pandemia de coronavírus no Brasil, o indicador caiu aos 39,7 pontos.

Em agosto, o índice registra também sua quarta subida consecutiva.

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“O resultado mantém a trajetória positiva do indicador. E sugere que o pior momento do mercado de trabalho foi no início da pandemia”, diz Rodolpho Tobler, economista da FGV.

Apesar da alta, o indicador recupera apenas dois terços do que foi perdido na crise.

“Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no cenário de recuperação que pode ser mais lenta diante o alto nível de incerteza e da proximidade do término dos programas do governo”, afirma o pesquisador.

mercado de trabalho

Reprodução/FGV

Mercado de trabalho: Indicador Coincidente de Desemprego

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,8 ponto em agosto para 96,4 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego. Ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Em médias móveis trimestrais, houve recuo de 1,1 ponto para 97 pontos.

“O resultado mostra uma ligeira recuperação. Mas ainda é preciso ponderar o elevado patamar e a distância para o período anterior à pandemia, que já não se encontrava no melhor nível”, afirma Tobler.

Em março, o ICD registrava 92,5 pontos. Em abril, 98,4 pontos.

Reprodução/FGV