PIM: indústria avança em 12 das 15 regiões pesquisadas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A produção industrial brasileira avançou em 12 das 15 regiões brasileiros analisadas na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria avançou 8% em julho, conforme a pesquisa, divulgada no último dia 3. Nesta quarta-feira (9), o IBGE complementou a informação com o resultado por região.

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Reprodução/IBGE

PIM: resultado veio melhor do que a projeção

O resultado de 8% da PIM veio melhor do que o projetado pelo mercado, que era de crescimento de 5,7%. E marcou o terceiro mês consecutivo de avanços – em junho, a alta foi de 9,7% e, em maio, de 8,7%.

Pela primeira vez na série histórica iniciada em 2002, 25 dos 26 setores apresentaram taxa positiva.

Ceará e Espírito Santo têm altas mais intensas

As altas mais intensas foram no Ceará (34,5%) e no Espírito Santo (28,3%). Apesar disto, São Paulo (8,6%), maior parque industrial do país, segue aparecendo como principal influência.

A alta paulista pode ser explicada pelo bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores. “São setores influentes na indústria paulista. Também o de máquinas e equipamentos apresentou crescimento importante”, explica o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Este é o terceiro mês de taxa positiva consecutiva de São Paulo, com ganho acumulado de 32%. No entanto, a indústria do estado ainda não recuperou o patamar pré-pandemia, estando 6% abaixo do índice de fevereiro.

Já o resultado positivo no Ceará, nono local em influência no mês, se dá, segundo o analista, muito por conta das altas nas taxas do setor de couro, de artigos de viagens, de calçados e de vestuário. “É a terceira taxa consecutiva positiva para o estado, com 92,5% acumulado, mas ainda abaixo 1% do patamar pré-pandemia”, completa. Já o Espírito Santo soma avanço de 28,6% em dois meses seguidos de crescimento na produção.

Os outros locais com alta acima da média da indústria nacional (8%) em julho foram o Nordeste (17,5%), o Amazonas (14,6%), a Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%). Já o Rio de Janeiro (7,6%), o Rio Grande do Sul (7,0%) e o Pará (2,1%) completam os locais com altas no mês.

PIM: Paraná, Goiás e Mato Grosso têm recuo

Por outro lado, três estados apresentaram recuo. Paraná (-0,3%) e Goiás (-0,3%) tiveram variações negativas. Mas o Mato Grosso (-4,2%) teve o recuo mais intenso em julho, após dois meses de alta, que acumularam 8,2%.