PIB poderá ter alta de apenas 0,02% este ano, reavalia governo

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Metalúrgica Gerdau tem queda no lucro

O governo reavaliou a projeção do PIB, cujos indicadores caíram de 2,1% para 0,02% referente a 2020. A estimativa leva em consideração os impactos do Covid-19 e foram feitas hoje (20).

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. O anúncio se deu logo após a aprovação do estado de calamidade pública.

Na última segunda-feira foi divulgado o boletim Focus, onde se indicava que o PIB de 2020 havia caído de 1,99% para 1,68%, conforme levantamento do Banco Central (BC).

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Analistas consultados pelo EuQueroInvestir.com estimam que o índice possa cair ainda mais, ficando negativo. Isso porque os reais impactos do vírus ainda não puderam ser mensurados.

A economia está tão turbulenta que mesmo com o estado de calamidade, que desobriga o governo a cumprir a meta fiscal, já se encontrou um rombo nas contas públicas.

Trata-se de um buraco de R$ R$ 161,623 bilhões, o que implica em necessidade inicial de bloqueio de R$ 37,553 bilhões. Somente assim se cumprirá a meta de R$ 124,1 bilhões.

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Dinheiro para saúde

O ministério da Economia ressaltou que apesar de todas as dificuldades, não vai faltar recursos para a saúde pública. A pasta poderá, inclusive, redirecionar verbas para atender o setor.

Na prática, significa dizer que a equipe econômica poderá passar por cima de qualquer contingenciamento. A iniciativa visa conter o avanço do vírus e o impacto na economia real.

No entanto, conforme o ministério, as demais regras fiscais, como o teto de gastos (que limita o avanço das despesas à inflação) e a regra de ouro (que impede a emissão de dívida para bancar despesas correntes, como salários), estão mantidas e precisam ser respeitadas.

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Déficit pode ser até maior

Segundo a equipe econômica, o déficit pode ser ainda maior este ano porque as projeções de receitas e despesas ainda consideram parâmetros macroeconômicos defasados.