PIB: UBS reduz projeção de queda para 11,5% no segundo trimestre

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: UBS/DIVULGAÇÃO

O PIB (Produto Interno Brasileiro) no segundo trimestre de 2020 deve cair 11,5%.

A previsão divulgada nesta quarta-feira (8) pela UBS é mais otimista do que a anterior, que previa queda de 13,5%.

“Uma queda menos intensa no segundo trimestre deve levar o ano de 2020 a ter uma queda inferior à nossa previsão atual de -7,5%”, afirma a empresa de serviços financeiros sobre o PIB brasileiro.

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“Embora a remoção de estímulos nos próximos meses e os desafios fiscais futuros representem um risco para o desempenho 2020-21 no Brasil”,

UBS analisa riscos para o PIB

Os riscos no Brasil incluem variáveis ​​macroeconômicas, como taxas de crescimento do PIB e inflação). Há ainda a desaceleração econômica, moeda enfraquecida, eventos econômicos globais e mudanças nas políticas governamentais.

O relatório aponta que os principais grupos varejistas se recuperaram, até certo ponto, das quedas obtidas entre março a abril. Mas apenas dois grupos estão próximos dos mesmos resultados de 2019 ou até mesmo mais altos. São eles: supermercados e materiais de construção.

Segundo a UBS, o aumento no setor alimentício pode ser considerado menos flexível durante crises. Mas os materiais de construção são um caso mais interessante.

“Creditamos esse padrão ao programa ‘coronavoucher’, um plano de emergência do governo para mitigar os efeitos da pandemia focados no mercado de trabalho informal para trabalhadores e famílias de baixa renda (em média, US $ 115/mês). Este programa possui um impacto direto no PIB”, diz o documento da UBS.

Expectativa

A última previsão do governo federal, de 2 de julho, é de que o Brasil deva fechar o ano de 2020 com um rombo de quase R$ 1 trilhão nas contas públicas.

A expectativa é de uma queda de 12% do PIB deste ano.

O Ministério da Economia também readequou as projeções para o déficit primário dos próximos anos.

Assim, as previsões só começam a melhorar em 2026.

Os cálculos relativos para 2022 apontam para um resultado negativo de 1,5% do PIB.