PIB pode cair 4% em 2020 se crise avançar até julho, diz Paulo Guedes

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo
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Crédito: Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu a senadores que se a paralisação para conter o avanço do coronavírus se estender até julho, o Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil poderá ter uma queda de 4% este ano. A informação foi divulgada na quinta-feira (9), segundo o site O Globo.

Para o ministro, a retração na atividade econômica em 2020 também é uma realidade. Mas, na videoconferência, ele enfatizou que o cenário é impreciso, pois depende do tempo em que as atividades no país ficarão desaceleradas por causa da pandemia.

Reuniões

Paulo Guedes fez várias reuniões com deputados e senadores pela aprovação de medidas do interesse da equipe econômica. O ministro também pediu que os parlamentares retenham propostas com impacto fiscal fora do horizonte da pasta.

Para o grupo de senadores que se consideram independentes, Guedes defendeu que, caso a desaceleração causada pela propagação do vírus dure dois ou três meses, a queda do PIB pode chegar a 1,5%. Mas se a crise avançar depois de julho, a previsão pula para 4%. No entanto, em tom otimista, ele disse aos parlamentares que o Brasil vai “surpreender”.

Congelamentos

Assim como na reunião com deputados, Paulo Guedes voltou a defender o congelamento do salário de servidores públicos por dois anos. E a destinação de R$ 20 bilhões seria para a saúde, com as medidas provisórias enviadas pelo governo.

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Assim, ele pediu aos senadores que contenham os excessos da medida, quando o texto chegar à Casa. Maia diz que o impacto é de R$ 35 bilhões, além da suspensão das dívidas dos estados com a União, totalizando R$ 85 bilhões. Já técnicos da equipe econômica preveem que esse valor chegue a R$ 180 bilhões.

Em quase quatro horas de reunião, Guedes pediu ainda que senadores não desistam de avançar em um pacto federativo e uma reforma administrativa.