Ministério da Economia mantém projeção de queda de 4,7% do PIB em 2020

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Fachada do Ministério da economia na Esplanada dos Ministérios

O Ministério da Economia projeta uma queda do PIB de 4,7% em 2020, de acordo com boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE). A previsão se manteve igual em relação ao documento anterior, de julho, e reflete os impactos da pandemia do Covid-19 sobre a economia.

A projeção para 2021 também foi mantida, de crescimento de 3,20%. Para 2022, o governo espera uma alta de 2,50%. Em julho, era 2,60%. Para 2023 e 2024 a estimativa foi mantida em +2,50%.

No terceiro trimestre deste ano, o PIB deve registrar uma alta de 7,3% em relação ao segundo, mas de queda de 4,9% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com o boletim.

O documento argumenta que os indicadores coincidentes de atividade sugerem uma retomada mais robusta no segundo semestre de 2020, com crescimento elevado já no período de julho a setembro. “Para o quarto trimestre deste ano, esperamos uma aceleração do setor de serviços, impulsionando o crescimento do PIB no final do ano”, afirma o documento.

O PIB nominal projetado para 2020 é de R$ 7,19 bilhões abaixo do valor de 2019, devido à forte queda do crescimento real. No entanto, com o deflator esperado de 4,04%, a piora do PIB nominal deverá ser atenuada.

A SPE diz no documento que, apesar de o momento mais crítico ter sido o segundo trimestre, a incerteza ainda permanece significativamente elevada. “As projeções da atividade para este e para os próximos anos tornam-se particularmente sensíveis ao desenrolar dos efeitos da Covid-19, principalmente considerando os seus efeitos no PIB de longo prazo.

Inflação

Com relação à inflação, as previsões subiram. O documento espera que o IPCA registre alta de 1,83% contra 1,60% anteriormente. Já para 2021, o IPCA passou de 3,24% para 2,94%. O motivo, na avaliação do Ministério da Economia, é o preço dos alimentos, que acumula uma alta em 12 meses até agosto de 11,39%, apesar de outros componentes do índice permanecerem mais comportados.

A estimativa para o INPC é de alta de 2,35% em 2020, contra 2,09% no boletim de julho E o IGP-DI mais que dobrou, para 13,02%, contra previsão anterior de 6,58%.