EUA: prévia do PIB aponta alta de 6,4%, abaixo da projeção; pedidos de seguro desemprego caem

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Na segunda leitura prévia, divulgada nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos subiu a uma taxa anual de 6,4% no primeiro trimestre de 2021.

O resultado veio em linha com a primeira prévia, mas ficou abaixo da projeção do mercado, que era por 6,5% de alta.

Comparativamente, no quarto trimestre de 2020, o PIB aumentou 4,3%. Vale lembrar que, no terceiro trimestre do ano passado, o PIB real dos EUA aumentou 33,4%, uma marca recorde no país. Enquanto que, no segundo trimestre, caiu 31,4% em decorrência da crise da pandemia de coronavírus. No primeiro, recuou 5%.

Houve revisões de alta nos gastos do consumidor, medidos pelo PCE. Eles foram de 3,5% da primeira estimativa para 3,7%.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, foi de 2,3% para 2,5% no trimestre. O núcleo do PCE é utilizado pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, como indicador oficial de inflação do país.

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Segundo relatório, houve alta também no investimento fixo não residencial,  investimento fixo residencial e importações. E revisões em baixa nas exportações, investimento em estoque privado e gastos do governo estadual e local.

PIB EUA

Pedidos de seguro-desemprego

Os novos pedidos de seguro-desemprego ficaram em 406 mil, quando o mercado aguardava 425 mil. Na semana anterior, foram 444 mil – revisados de 478 mil anunciados anteriormente.  Este é o nível mais baixo para reivindicações iniciais desde 14 de março de 2020, antes da pandemia, quando as reivindicações somavam 256 mil. E a terceira semana em que os pedidos ficam abaixo de 500 mil.

seguro-desemprego

Reprodução/BEA

O resultado sinaliza uma retomada do mercado de trabalho americano, o que acende alertas sobre alta da inflação e mudança na postura do Federal Reserve (Fed) – que tem mantido o discurso de só alterar sua política de juros e compra de ativos quando sentir melhoras expressivas do nível de emprego.

Também serve de argumento aos críticos dos programas do presidente Joe Biden de US$ 4 trilhões para retomada da economia. Sobre isso, hoje, os republicanos apresentam no Congresso sua versão mais enxuta financeiramente do plano de retomada da infraestrutura do país.