Resultado acima do esperado: PIB dos EUA cresce 2,1% no terceiro trimestre de 2019

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O PIB dos Estados Unidos cresceu 2,1% no 3º trimestre de 2019, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) de novembro, pelo Bureau of Economic Analysis, do Departamento do Comércio.

O resultado ficou acima da estimativa divulgada há um mês, que previa crescimento de 1,9%. Os gastos com consumo, que representam 70% do PIB americano, tiveram expansão anualizada de 2,9% entre julho e setembro, confirmando estimativa original.

O índice de preços de gastos com consumo avançou à taxa anualizada de 1,5%.

O PIB reflete se a maior economia global está desacelerando ou continua crescendo a fim de refletir uma possível recessão. A expectativa era que houvesse, precisamente, desaceleração de 1,9% para 1,6%.

Acordo indefinido

O índice era aguardado numa semana em que, mais uma vez, o mercado está de olho nas negociações entre os EUA e a China.

A nova fase um do acordo comercial envolvendo Estados Unidos e China, que se arrasta há quase um ano e meio sem sucesso, ficou mais próxima de ser concretizada na manhã desta terça-feira (26).

Negociadores dos dois países conversaram por telefone e, segundo o Ministério do Comércio chinês, “ficaram mais perto de um entendimento comum para resolver os problemas relevantes”.

Liu He, vice-premiê chinês, conversou com o representante de Comércio do norte-americano, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e todos concordaram em manter a comunicação sobre os assuntos restantes aberta.

As novas conversas acontecem perto do prazo estipulado para o aumento das tarifas comerciais nas negociações entre os dois países, marcado para o dia 15 de dezembro.

Para assinar o acordo, a China deseja a suspensão de todas as novas taxas, enquanto o lado norte-americano diz que tal condição não será atendida, mas que “as conversas estão indo bem”.

Acordo em 2019?

Segundo Robert O’Brien, conselheiro de segurança nacional do governo norte-americano, pode ter sua primeira fase concluída ainda em 2019.

“Esperávamos ter um acordo (de fase um) até o final do ano. Ainda acho possível”, comentou O’Brien, durante uma conferência de segurança realizada neste fim de semana em Halifax.

O membro do governo de Donald Trump, no entanto, fez um alerta preocupante. “Não vamos fechar os olhos para o queestá acontecendo em Hong Kong ou no Mar do Sul da China ou em outras áreas do mundo onde estamos preocupados com as atividades da China”.

Na sexta-feira, Trump havia dito ao presidente chinês, Xi Jinping, que a repressão sobre os protestos de Hong Kong na luta pela democracia poderia causar impacto negativo nas tratativas do acordo, que já ocorrem há quase um ano e meio.

 

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