PIB de com queda de 11,3% fará Reino Unido cortar ajuda econômica

Paulo Amaral
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Foto: Imagem/reprodução/dnoticias

A crise causada pelo coronavírus fará o Reino Unido fechar 2020 com uma retração aproximada de 11,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A maior queda anual em mais de três séculos deixará sequelas, conforme o próprio Ministro das Finanças do país, Rishi Sunak, admitiu nesta quarta-feira.

“A emergência de saúde ainda está aqui e nossa emergência econômica está apenas começando. Portanto, nossa prioridade imediata é proteger vidas e padrões de vida. O dano econômico provavelmente durará muito tempo, por muitos anos”, apostou.

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O setor que será afetado diretamente será o do desenvolvimento, que costumava receber aproximadamente 0,7% do país, meta fixada pelas Nações Unidas, todos os anos.

“Em um período de crise sem precedentes, o governo tem de tomar decisões difíceis”, lamentou, informando que o valor será reduzido em 2021 para 0,5% do Produto Interno Bruto.

Desemprego no Reino Unido vai disparar em 2021

O Ministro das Finanças fez uma projeção, baseada em cima de dados do OBR (Office for Budget Responsibility), de que a taxa de desemprego no país ainda vai disparar.

Segundo Sunak, os índices no segundo semestre de 2021 deverão chegar a 7,5%. O déficit público, por sua vez, aumentará para 19% do PIB no atual ano fiscal, muito por conta dos planos do governo para proteger o emprego do impacto da pandemia.

Segundo o ministro britânico, será preciso aguardar o final de 2022 para que a economia retome seus níveis de antes da Covid-19 atingir o planeta.

Corte na ajuda ao desenvolvimento causa reação negativa

O anúncio de que a alíquota do PIB destinada ao desenvolvimento do Reino Unido será reduzida de 0,7% para 0,5% do PIB não agradou aos mais variados setores no país.

A vencedora do Nobel da Paz, Malala Yousafzai, fez um post no Twitter em tom de apelo ao ministro britânico.

“A covid-19 poderia forçar 20 milhões de meninas a abandonar a escola. Para que as meninas continuem aprendendo, precisamos de líderes que priorizem a educação”.

Os ex-primeiros-ministros David Cameron e Tony Blair afirmaram, em declaração conjunta, que essa redução “seria um erro moral, estratégico e político”.

Theresa May, Gordon Brown e John Major, todos ex-chefes de governo, também mostraram descontentamento com a decisão, juntando-se aos líderes de 187 organizações, incluindo Greenpeace UK e Save the Children.

Pelas projeções do Ministro das Finanças, após a queda histórica, o PIB do Reino Unido deverá mostrar recuperação e crescer nos próximos anos: 5,5% em 2021 e 6,6% em 2022.

*Com informações da France Presse

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