Menor desde 1990, mas dentro da expectativa, PIB chinês sobe 6,1%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

O Produto Interno Bruto (PIB) da China de 2019 teve o crescimento mais lento de 29 anos. A economia cresceu 6,1%, menor taxa desde 1990 (quando o PIB despencou para 3,9%).

Ainda assim, o resultado ficou dentro do intervalo de 6%-6,5% estabelecido como meta pelo governo chinês, e dentro das previsões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Para o mercado, a expectativa era pouco maior, 6,2% de crescimento.

O anúncio, feito na madrugada desta sexta, 17, pelo Escritório Nacional de Estatística da China, acontece na mesma semana em que o país assinou a fase um do acordo comercial com os Estados Unidos, assumindo comprar 200 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, em troca de uma negociação futura de redução de tarifas sobre o que exporta para os EUA.

Produção industrial menor do que em 2018

A produção industrial chinesa cresceu 5,7% no ano passado, acima das expectativas dos analistas (5,6%), mas com queda na comparação com 2018, quando ficou em 6,2%.

Vendas no varejo também têm queda

As vendas no varejo, que revelam o consumo no país, cresceram 8% em 2019, abaixo dos 9% de 2018. A taxa ficou dentro das expectativas.

Investimento em ativos fixos

O investimento em ativos fixos cresceu 5,4% em 2019.

Proximidade do acordo fez de dezembro um mês melhor para a economia

Em dezembro, ao mesmo tempo em que o noticiário ia dando o tom do acordo comercial com os Estados Unidos, os indicadores econômicos da China apresentavam melhoras.

A produção industrial cresceu 6,9%, acima das previsões dos analistas consultados pelo South China Morning Post, que era de 5,9%. As exportações cresceram 7,6%, ante 1,3% em novembro. As importações subiram 16,3%, ante 0,3% em novembro. E as vendas no varejo cresceram 8%, o mesmo de novembro, mas acima das previsões de 7,9%.


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